(Ueg 2008 - Adaptado)
20 ANOS DO ACIDENTE RADIOATIVO DE GOIÂNIA
Em 13 de setembro de 1987, uma cápsula de césio-137, deixada numa sala do antigo Instituto Goiano de Radiologia (IGR) - desativado há dois anos - foi removida, violada e vendida como ferro-velho por dois trabalhadores. Atraídos pela intensa luminescência azul do sal de césio-137 contido na cápsula, adultos e crianças o manipularam e distribuíram-no entre parentes e amigos. O saldo dessa experiência foi a morte de 4 pessoas e a contaminação, em maior ou menor grau, de mais de 200 pessoas. Um complexo encadeamento desses fatos resultou na contaminação de três depósitos de ferro-velho, diversas residências e locais públicos. As pessoas contaminadas, que procuraram farmácias e hospitais, foram inicialmente medicadas como vítimas de alguma doença infecto-contagiosa.
O POPULAR, Goiânia, 31 ago. 2007, p. 3 [Adaptado].
Tendo em vista que a desintegração do 137Cs pode ser representada pela equação acima, é CORRETO afirmar:
O césio-137 sofre decaimento radioativo emitindo as partículas beta e gama, mantendo seu número de prótons constante.
A radiação gama não é afetada por um campo elétrico e tem a mesma natureza da luz, mas com uma frequência muito mais alta (maior que 1020 Hz), o que remete a um comprimento de onda muito curto e, consequentemente, de alto poder de penetração.
O césio-137, por ser radioativo, apresenta propriedades químicas totalmente diferentes quando comparado aos elementos químicos da família dos metais alcalinos.
Considerando que o período de meia-vida do césio-137 seja de 30 anos, o tempo necessário para que 40 gramas de césio decaiam para 1,25 gramas é de 150 anos. Nesse processo, o número total de partículas beta emitidas é superior a 2,0 × 1023.
Gabarito:
A radiação gama não é afetada por um campo elétrico e tem a mesma natureza da luz, mas com uma frequência muito mais alta (maior que 1020 Hz), o que remete a um comprimento de onda muito curto e, consequentemente, de alto poder de penetração.