(UEM - 2008 - Adaptada)
A dialética idealista de G. W. F. Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o criticismo kantiano. Hegel opõe-se à concepção de uma razão intemporal; na filosofia hegeliana, a racionalidade não é mais um modelo a ser aplicado, mas é o próprio tecido do real e do pensamento. Contra a concepção intemporal da razão, Hegel afirma que a razão é história, e isso é o que há nela de mais essencial. Assinale o que for correto.
I- Sendo a razão, história, ela se torna, para Hegel, relativa, isto é, o que vale hoje não vale mais amanhã, nenhuma época pode, portanto, alcançar verdades universais.
II- O movimento dialético da razão se realiza, para Hegel, em três momentos: na apresentação de uma tese, enquanto afirmação; na constituição de uma antítese, como negação da tese; e na formação de uma síntese, como superação da antítese.
III- Para Hegel, a história não é a simples acumulação e justaposição de fatos e de acontecimentos no tempo, mas resulta de um processo cujo motor interno é a contradição dialética.
IV- A concepção de história de Hegel e a concepção de história formulada por Marx no materialismo histórico são idênticas.
V- Hegel critica Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant por terem dado mais atenção à relação entre sujeito humano e natureza do que à relação entre sujeito humano e cultura ou história.
Assinale:
F – F – F – F – V.
V – F – V – F – F.
V – F – V – V – V.
F – V – V – F – V.
F – F – F – V – F.
Gabarito:
F – V – V – F – V.
d) F – V – V – F – V.
I- Falsa. Sendo a razão, história, ela se torna, para Hegel, relativa, isto é, o que vale hoje não vale mais amanhã, nenhuma época pode, portanto, alcançar verdades universais.
A razão não é relativa por se manifestar na história. Hegel propõe propõe uma relação entre razão e história, não meramente a partir de uma perspectiva histórica, mas uma filosofia da história. O que ele distingue na filosofia da história é a história como um processo racional, como um desenvolvimento da razão e do Espírito, isto é, ele dá um sentido à história em direção a uma finalidade, a um destino, que é a manifestação da razão e do Espírito, num sentido metafísico, na própria história.
II- Verdadeira. O movimento dialético da razão se realiza, para Hegel, em três momentos: na apresentação de uma tese, enquanto afirmação; na constituição de uma antítese, como negação da tese; e na formação de uma síntese, como superação da antítese.
A dialética hegeliana é formada pela tese, antítese e síntese, que se dá de maneira idealista, no campo da razão.
III- Verdadeira. Para Hegel, a história não é a simples acumulação e justaposição de fatos e de acontecimentos no tempo, mas resulta de um processo cujo motor interno é a contradição dialética.
A história revela um processo interno da razão que vai se desenvolvendo ao longo dela, como um processo em que o Espírito vai conhecendo a si mesmo.
IV- Falsa. A concepção de história de Hegel e a concepção de história formulada por Marx no materialismo histórico são idênticas.
Suas concepções não são idênticas, pois a dialética de Marx é materialista, se revela na luta de classes, como um fato material. A dialética de Hegel é idealista, se revela na oposição que se dá no plano do espírito.
V- Verdadeira. Hegel critica Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant por terem dado mais atenção à relação entre sujeito humano e natureza do que à relação entre sujeito humano e cultura ou história.
Essa atenção que Hegel dá à relação entre sujeito e história ou cultura é concebida em sua filosofia da história.