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Questão 40436

UEM 2010
Filosofia

(UEM - 2010)

Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o kantismo. Endereçou a todos a mesma crítica, a de não terem compreendido o que há de mais fundamental e essencial à razão: o fato de ela ser histórica. Com base nessa afirmação, assinale o que for correto.

01) Ao afirmar que a razão é histórica, Hegel considera a razão como sendo relativa, isto é, não possui um caráter universal e não pode alcançar a verdade.
02) Não há para Hegel nenhuma relação entre a razão e a realidade. Submetida às circunstâncias dos eventos históricos, a razão está condenada ao ceticismo, isto é, “ao duvidar sempre”.
04) A identificação entre razão e história conduz Hegel a desenvolver uma concepção materialista da história e da realidade, negando entre ambas a possibilidade de uma relação dialética.
08) No sistema hegeliano, a racionalidade não é mais um modelo a ser aplicado, mas é o próprio tecido do real e do pensamento. O mundo é a manifestação da ideia, o real é racional, e o racional é o real.
16) Karl Marx, ao afirmar, na Ideologia alemã, que não é a história que anda com as pernas das ideias, mas as ideias é que andam com as pernas da história, critica, ao mesmo tempo, o idealismo e a concepção da história de Hegel e dos neo-hegelianos.

Assinale:

A

F – F – F – F – V.

B

F – F – V – F – F.

C

V – F – V – V – V.

D

F – V – V – F – V.

E

F – F – F – V – V.

Gabarito:

F – F – F – V – V.



Resolução:

01) Falsa. Ao afirmar que a razão é histórica, Hegel considera a razão como sendo relativa, isto é, não possui um caráter universal e não pode alcançar a verdade.
A razão não é relativa por se manifestar na história. Hegel propõe propõe uma relação entre razão e história, não meramente a partir de uma perspectiva histórica, mas uma filosofia da história. O que ele distingue na filosofia da história é a história como um processo racional, como um desenvolvimento da razão e do Espírito, isto é, ele dá um sentido à história em direção a uma finalidade, a um destino, que é a manifestação da razão e do Espírito, num sentido metafísico, na própria história.

02) Falsa. Não há para Hegel nenhuma relação entre a razão e a realidade. Submetida às circunstâncias dos eventos históricos, a razão está condenada ao ceticismo, isto é, “ao duvidar sempre”.
Hegel afirma que o real é racional e o racional é real, vinculando realidade e o espírito em sua proposta idealista, ou seja, concebe as ideias como fundamento interpretativo da realidade. Dessa forma, ele concebe a verdade como desenvolvimento do Espírito, a partir de uma dialética na qual o Espírito toma consciência de si mesmo no desenvolver da história. Ele, então, busca a totalidade e a construção de um sistema que compreenda e explique toda a realidade; a totalidade que se revela no Espírito. O Espírito possui primazia e é absoluto, e tem o seu desenvolvimento a partir do espírito subjetivo (alma, consciência, fatos psíquicos) ao espírito objetivo (direito, costumes, moralidade) e ao espírito absoluto (através da arte, da religião) até chegar à filosofia, forma última na qual é integralizada a arte e a religião. O absoluto, assim, é tanto o ser como resultado, objetivo da consciência, realidade do Espírito.

04) Falsa. A identificação entre razão e história conduz Hegel a desenvolver uma concepção materialista da história e da realidade, negando entre ambas a possibilidade de uma relação dialética.
A concepção materialista da história e da realidade foi desenvolvida por Marx, que se revela na luta de classes, como um fato material. A dialética de Hegel é idealista, se revela na oposição que se dá no plano do espírito.

08) Verdadeira. No sistema hegeliano, a racionalidade não é mais um modelo a ser aplicado, mas é o próprio tecido do real e do pensamento. O mundo é a manifestação da ideia, o real é racional, e o racional é o real.
Hegel afirma que o real é racional e o racional é real, vinculando realidade e o espírito em sua proposta idealista. Dessa forma, ele concebe a verdade como desenvolvimento do Espírito, a partir de uma dialética na qual o Espírito toma consciência de si mesmo no desenvolver da história. Ele, então, busca a totalidade e a construção de um sistema que compreenda e explique toda a realidade; a totalidade que se revela no Espírito. O Espírito possui primazia e é absoluto, e tem o seu desenvolvimento a partir do espírito subjetivo (alma, consciência, fatos psíquicos) ao espírito objetivo (direito, costumes, moralidade) e ao espírito absoluto (através da arte, da religião) até chegar à filosofia, forma última na qual é integralizada a arte e a religião. O absoluto, assim, é tanto o ser como resultado, objetivo da consciência, realidade do Espírito.

16) Verdadeira. Karl Marx, ao afirmar, na Ideologia alemã, que não é a história que anda com as pernas das ideias, mas as ideias é que andam com as pernas da história, critica, ao mesmo tempo, o idealismo e a concepção da história de Hegel e dos neo-hegelianos.
Marx faz a inversão da dialética hegeliana, buscando não ampará-la mais na razão, na ideia e no Espírito, uma dialética idealista, mas na história e na matéria, isto é, o materalismo dialético.

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