(UEM - 2014 - Adaptada)
Diz Spinoza: “Proposição XXX: Nenhuma coisa pode ser má pelo que tem de comum com nossa natureza, mas é má para nós na medida em que nos é contrária. Demonstração: Chamamos mau o que é causa de Tristeza, isto é, o que diminui ou reduz nossa potência de agir. Se portanto uma coisa, pelo que tem de comum conosco, fosse má para nós, essa coisa poderia diminuir ou reduzir o que tem de comum conosco, o que é absurdo. Coisa alguma portanto pode ser má para nós pelo que tem de comum conosco, mas, ao contrário, na medida em que é má, isto é, na medida em que pode diminuir ou reduzir nossa potência de agir, ela nos é contrária.”
(Spinoza, in MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 93).
A partir do texto é correto afirmar:
I. Segundo o filósofo, é absurdo que uma coisa má tenha algo de comum conosco.
II. As coisas são consideradas más em função de sua própria natureza.
III. As coisas más não reduzem a nossa potência de agir.
IV. A tristeza é causada pelos efeitos das coisas más.
V. O filósofo demonstra a contrariedade entre natureza humana e maldade.
F – V – F – V – V.
V – F – V – F – F.
V – F – F – V – V.
V – V – F – F – F.
V – F – F – V – F.
Gabarito:
V – F – F – V – V.
c) V – F – F – V – V.
VERDADEIRAS
I. Segundo o filósofo, é absurdo que uma coisa má tenha algo de comum conosco.
Espinosa aponta que as coisas más nada têm em comum com a natureza humana. Como afirma o texto: "Nenhuma coisa pode ser má pelo que tem de comum com nossa natureza, mas é má para nós na medida em que nos é contrária."
IV. A tristeza é causada pelos efeitos das coisas más.
A tristeza que reduz a potência de agir do homem tem origem nos efeitos das coisas más. Como afirma o texto: "Chamamos mau o que é causa de Tristeza, isto é, o que diminui ou reduz nossa potência de agir."
V. O filósofo demonstra a contrariedade entre natureza humana e maldade.
Espinosa demonstra a contrariedade entre a natureza humana e a maldade quando afirma que as coisas más nada podem ter em comum com a natureza humana: "Se portanto uma coisa, pelo que tem de comum conosco, fosse má para nós, essa coisa poderia diminuir ou reduzir o que tem de comum conosco, o que é absurdo."
FALSAS
II. As coisas são consideradas más em função de sua própria natureza.
As coisas não são consideradas más em função de sua própria natureza, mas sim em função da tristeza que provocam, que reduz a potência do homem de agir.
III. As coisas más não reduzem a nossa potência de agir.
As coisas más reduzem a potência de agir. Como afirma o texto: "[a coisa] na medida em que é má, isto é, na medida em que pode diminuir ou reduzir nossa potência de agir, ela nos é contrária.”