(UERJ 2015)
O Corpo
“Acrobata enredado
Em clausura de pele
Sem nenhuma ruptura
Para onde me leva
Sua estrutura?
Doce máquina
Com engrenagem de músculos
Suspiro e rangido
O espaço devora
Seu movimento
(Braços e pernas
sem explosão)
Engenho de febre
Sono e lembrança
Que arma
E desarma minha morte
Em armadura de treva.”
Armando Freitas Filho
A ausência de pontuação nessa última estrofe do poema pode nos levar a diferentes leituras do texto. A única interpretação incoerente desse trecho é apresentada em:
Engenho de febre e de sono, e lembrança que arma e desarma minha morte em armadura de treva.
Engenho de febre, de sono e de lembrança, a qual arma e desarma minha morte em armadura de treva.
Engenho de febre, de sono e de lembrança, o qual arma e desarma minha morte em armadura de treva.
Engenho de febre, engenho que é sono e lembrança, e que arma e desarma minha morte em armadura de treva.
Gabarito:
Engenho de febre e de sono, e lembrança que arma e desarma minha morte em armadura de treva.
A falta de pontuação realmente pode gerar diversos entendimentos, mas busque analisar cada alternativa e comparar com o texto, dessa forma perceberá que a única alternativa incompatível com o apresentado no texto é a alternativa A, já que a maioria das alternativas retomam possíveis ideias (mesmo apresentando estruturas gramaticais diferentes)!
A alternativa A apresenta uma interpretação incoerente, já que essa alternativa permite entender que é apenas "a lembrança" que arma e desarma a minha morte em uma armadura de treva, sendo que isso não é o apontado pelo texto.
Letra B) "Engenho de febre, de sono e de lembrança,". A lembrança que compõe o engenho arma e desarma a morte em uma armadura de treva.
Letra C) A letra C foca no "engenho", diferente da letra B, que foca na "febre, sono e lembrança", mas ambas estão corretas.
Letra D) A letra D especifica/caracteriza ainda mais o que é citado nas letras B e C.
Logo, perceba que todas as alternativas, exceto a Letra A, retomam possíveis ideias!