(UERJ - 2019) A terceira segunda-feira de janeiro é o dia oficial para recordação de um dos mais famosos líderes na luta pelos direitos civis, pelos direitos humanos e pela paz: Martin Luther King. Em sua criação, em 1986, um número limitado de estados da federação norte-americana adotou o feriado. Na Carolina do Norte e na Carolina do Sul, por exemplo, houve objeções. Somente no ano de 2000, o feriado passou a vigorar em todo o país. Adaptado de usafederalholidays.com.
O estabelecimento de feriados nacionais é uma decisão política e se relaciona com as particularidades históricas e culturais das sociedades. No caso norte-americano, a não adoção do dia de Martin Luther King em todos os estados da federação, desde a criação do feriado, está associada ao seguinte aspecto:
conflitos da disputa partidária
heranças da segregação racial
limitações da ordem democrática
tradições do puritanismo religioso
Gabarito:
heranças da segregação racial
a) conflitos da disputa partidária
Incorreto. A disputa partidária não tem ligação com a não adoção do dia de Martin Luther King em todos os estados da federação desde a criação do feriado.
b) heranças da segregação racial
Correta. Nos EUA pós-Guerra de Secessão houve uma divisão ideológica e racial baseada no fato de que, apesar da abolição da escravatura ter sido decretada em todo o país, os estados sulistas, acostumados desde a colonização a promover a escravidão negra, não aceitavam a liberdade negra nem a equiparação social de brancos e negros. Por isso, raízes da segregação racial continuaram existindo até meados do século XX, o que explica a não aceitação do feriado do dia de Martin Luther King por alguns estados.
c) limitações da ordem democrática
Incorreto. Não havia limitações da ordem democrática.
d) tradições do puritanismo religioso
Incorreto. O puritanismo religioso não tem ligação com a não adoção do dia de Martin Luther King em todos os estados da federação desde a criação do feriado.