(UFG - 2008) Leia o soneto a seguir.
XXXI
Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...
Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...
Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:
E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.
(BILAC, Olavo. "Melhores poemas". Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003. p. 54. (Coleção Melhores poemas).
Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No soneto apresentado observa-se o seguinte traço romântico:
objetividade do eu lírico.
predominância de descrição.
utilização de universo mitológico.
erudição do vocabulário.
idealização do tema amoroso.
Gabarito:
idealização do tema amoroso.
a) Alternativa incorreta. Há uma forte presença de subjetividade e sentimentalismo no poema
b) Alternativa incorreta. Não é possível dizer que a descrição é predominante no poema.
c) Alternativa incorreta. Não há a menção a universos mitológicos no poema.
d) Alternativa incorreta. A sintaxe do poema pode até ser truncada e incomum, mas o vocabulário é acessível.
e) Alternativa correta. Temos, nesse poema, a questão da impossibilidade do toque físico dos amados; a idealização de algo belo e sem falhas.