(Ufpr 2014) “O conhecimento histórico é sempre (...) uma consciência de si mesmo: ao estudar a história de uma outra época, os homens não podem deixar de compará-la com seu próprio tempo (...). Mas, ao comparar a nossa época e a nossa civilização com as outras épocas e civilizações, corremos o risco de lhes aplicar a nossa própria medida(...)”.
(GUREVICH, Aron. As categorias da cultura medieval. Lisboa: Editorial Caminho, p. 15).
Aplicando o raciocínio exposto acima aos sentidos que a Idade Média adquiriu em diferentes tempos históricos, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
F – F – V – V.
V – V – F – V.
F – V – V – F.
V – V – V – F.
V – F – F – V.
Gabarito:
V – V – V – F.
Os Humanistas dos séculos XIV, XV e XVI compreendiam a Idade Média de maneira depreciativa como uma noite de mil anos, idade das trevas, ignorância, etc. Entendiam que foi um longo período entre a brilhante Antiguidade Clássica e o Renascimento Cultural que retomava aqueles valores humanistas e antropocêntricos dos Gregos e Romanos. No entanto, a historiografia foi revendo seus conceitos e paradigmas e atualmente há uma valorização do medievo considerando que naquele contexto surgiram a imprensa, livros, universidades, os Estados Nacionais, etc. Recentemente têm surgido muitas obras e joguinhos sobre este período histórico explorando todo seu universo como as guerras, espadas, cavalaria, dragões, etc.
( ) Na recente historiografia, por conta das apropriações midiáticas da Idade Média, procura-se estabelecer as diferenças e as distâncias entre a Idade Média e a História do Brasil, mostrando que o medievo não possui relação com a formação de nosso país, por ter sido um fenômeno europeu.
Falso. Na recente historiografia o “Descobrimento” do Brasil está sendo inserido nas transformações estruturais que estavam ocorrendo na sociedade europeia. Há o estabelecimento de relações