(UFSC - 2006 - Adaptada) Como resposta à crise do fordismo, as empresas passaram a introduzir equipamentos tecnologicamente cada vez mais avançados e novos métodos de organização da produção, como o Toyotismo. As várias mudanças implantadas no sistema produtivo e nas relações de trabalho, particularmente nos países desenvolvidos, ficaram conhecidas como produção flexível e serviram para dar continuidade à acumulação capitalista.
(Adaptado de MOREIRA, João Carlos, SENE, Eustáquio de. Geografia para o ensino médio: Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002, p. 293).
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) quanto ao assunto abordado no texto acima.
( ) O desemprego conjuntural é provocado apenas pelo desenvolvimento de novas tecnologias, que extinguem muitos postos de trabalho.
( ) O Toyotismo propunha uma intensificação da divisão do trabalho, fracionando as etapas do processo produtivo.
( ) O desenvolvimento da produção flexível tem gerado novos processos produtivos. A palavra de ordem passa a ser competitividade.
( ) A redução de estoques e a racionalização do fluxo de insumos nas fábricas reduzem os custos porque diminuem o volume de capital imobilizado em estoques.
( ) A padronização das peças e a fabricação de um único produto em grande escala são alguns dos princípios fundamentais do fordismo.
(F, F, V, V, V)
(V, V, V, F, F)
(V, F, V, F, V)
(F, F, V, F, F)
Gabarito:
(F, F, V, V, V)
a) Correta. (F, F, V, V, V)
( F ) O desemprego conjuntural é provocado apenas pelo desenvolvimento de novas tecnologias, que extinguem muitos postos de trabalho.
Isso é o fenômeno do desemprego estrutural, provocado pelo desenvolvimento de novas tecnologias, que extinguem muitos postos de trabalho. O desemprego conjuntural ocorre como resultado de flutuações de curto prazo na atividade econômica, como ciclos de negócios ou choques econômicos temporários.
( F ) O Toyotismo propunha uma intensificação da divisão do trabalho, fracionando as etapas do processo produtivo.
O Toyotismo propunha justamente o contrário: uma diminuição da divisão do trabalho, fracionando menos as etapas do processo produtivo. A ideia era criar uma produção flexível e enxuta, baseada em equipes multifuncionais que poderiam realizar diversas tarefas, com o objetivo de aumentar a eficiência e a qualidade da produção, bem como reduzir custos e estoques desnecessários.
( V ) O desenvolvimento da produção flexível tem gerado novos processos produtivos. A palavra de ordem passa a ser competitividade.
Sim, o desenvolvimento da produção flexível tem gerado novos processos produtivos, como é o caso do Toyotismo e do Volvismo, por exemplo. A flexibilidade é vista como uma forma de se adaptar às demandas do mercado, aumentar a eficiência e a produtividade, além de reduzir custos e estoques. A palavra de ordem é a competitividade, já que as empresas buscam se manter no mercado em um ambiente cada vez mais globalizado e competitivo.
( V ) A redução de estoques e a racionalização do fluxo de insumos nas fábricas reduzem os custos porque diminuem o volume de capital imobilizado em estoques.
Ao diminuir o volume de capital imobilizado em estoques, as empresas conseguem utilizar o dinheiro de forma mais eficiente, investindo em outras áreas do negócio e aumentando sua rentabilidade. Além disso, a redução de estoques também permite que as empresas sejam mais ágeis e flexíveis em relação às mudanças do mercado, já que não ficam presas a grandes volumes de produtos que podem se tornar obsoletos ou perder valor. A racionalização do fluxo de insumos também é importante, pois permite que a produção seja mais eficiente, evitando perdas e desperdícios, o que também contribui para a redução dos custos de produção.
(V ) A padronização das peças e a fabricação de um único produto em grande escala são alguns dos princípios fundamentais do fordismo.
Essa abordagem de produção em massa desenvolvida por Henry Ford no início do século XX, visava produzir um grande número de produtos idênticos de forma rápida, eficiente e a baixo custo. Para isso, foi desenvolvido um sistema de linha de montagem, que permitia que os trabalhadores realizassem tarefas específicas e repetitivas, reduzindo o tempo de produção e aumentando a eficiência da fábrica.