(UnB DF - Adaptada)
Em 1934, os cientistas italianos Enrico Fermi e Emilio Segré, tentando obter átomos com números atômicos superiores ao do urânio, bombardearam átomos de urânio (92U238) com nêutrons. Um dos produtos obtidos foi o netúnio (93Np239), de acordo com as seguintes equações:
I.
II.
Em 1938, Otto Hahn e Fritz Strassmann repetiram esse experimento e, surpreendentemente, no produto do processo, identificaram a presença de bário (56Ba), lantânio (57La) e cério (58Ce). Os átomos de urânio fragmentaramse, em um processo denominado fissão nuclear, em duas espécies com valores de massas aproximadamente iguais à metade daquela do urânio. Esse processo pode-se propagar em cadeia para outros átomos de urânio e liberar uma enorme quantidade de energia. A fissão de um único átomo de U235 libera 8,9 ⋅ 10-18 kWh. Acerca das informações e da temática do texto acima, julgue os itens seguintes.
(1). O urânio é isótopo do netúnio.
(2). Na reação descrita na equação II, o U239 emite uma partícula α.
(3). A fissão de 1 mol de átomos de U235 produz mais de 5.000 MWh.
(4). A emissão de qualquer tipo de radiação transforma os átomos de um elemento químico em átomos de outro elemento químico.
(5). O fenômeno da radiatividade evidenciado na equação II difere radicalmente daquele utilizado em Medicina no tratamento de doenças como o câncer.
(1) e (3) são corretas.
(3) é correta.
(4) e (5) são corretas.
(1) é correta.
(2) e (4) são corretas.
Gabarito:
(3) é correta.
(1). Incorreta. São átomos de elementos químicos diferentes.
(2). Incorreta. Há a liberação de uma partícula beta.
(3). Correta.
1 átomo — 8,9 x 10-18 kWh
6,02 x 1023 — x kWh
x = 5340 MWh
(4). Incorreta. Na emissão gama não ocorre a transmutação de elementos.
(5). Incorreta. O cobalto-60 é um isótopo instável que emite radiação beta (assim como o isótopo de urânio da equação II) e é utilizado no tratamento de células cancerígenas.