(UNEMAT - 2017/2)
O ponto de partida de Hume, como o dos demais empiristas, é a tese segundo a qual nossas ideias sobre o real se originam de nossa experiência sensível. A percepção é considerada como critério de validade dessas ideias, que, quanto mais próximas da percepção que as originou, mais nítidas e fortes são, ao passo que, quanto mais abstratas e remotas, menos nítidas se tornam, empalidecendo e perdendo sua força.
MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré- socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. (Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, o empirismo de David Hume argumenta a favor da
necessidade da separação entre ideia e experiência sensível.
percepção como mediadora entre as ideias e a experiência sensível.
gradual abstração das ideias em relação às percepções.
experiência como forma de conhecimento imediato.
necessidade de se produzir ideias claras e distintas.
Gabarito:
percepção como mediadora entre as ideias e a experiência sensível.
b) Correta. percepção como mediadora entre as ideias e a experiência sensível.
A percepção se situa como mediadora entre as ideias e a experiência sensível, na medida em que valida ou não valida das ideias a partir da experiência sensível, se a ideia pode encontrar um objeto na realidade passível de ser experenciado.
a) Incorreta. necessidade da separação entre ideia e experiência sensível.
A percepção implica no vínculo entre as duas.
c) Incorreta. gradual abstração das ideias em relação às percepções.
O empirismo de Hume não aponta para a abstração, antes, o filósofo condena a abstração como parte da filosofia abtrusa e difícil da metafísica.
d) Incorreta. experiência como forma de conhecimento imediato.
O empirismo de Hume não designa um conhecimento da realidade sensível sem a mediação da percepção.
e) Incorreta. necessidade de se produzir ideias claras e distintas.
Essa é uma necessidade do racionalismo cartesiano.