Publicidade
Publicidade

Questão 65081

UNESP 2010
Português

(UNESP - 2010)

Arte suprema

Tal como Pigmalião, a minha ideia
Visto na pedra: talho-a, domo-a, bato-a;
E ante os meus olhos e a vaidade fátua
Surge, formosa e nua, Galateia.

Mais um retoque, uns golpes... e remato-a;
Digo-lhe: “Fala!”, ao ver em cada veia
Sangue rubro, que a cora e aformoseia...
E a estatua não falou, porque era estatua.

Bem haja o verso, em cuja enorme escala
Falam todas as vozes do universo,
E ao qual também arte nenhuma iguala:

Quer mesquinho e sem cor, quer amplo e terso,
Em vão não e que eu digo ao verso: “Fala!”
E ele fala-me sempre, porque e verso.

(Júlio César da Silva. Arte de amar. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1961.)

O encerramento enfático do último verso se reforça estruturalmente no poema pelo fato de criar uma relação de paralelismo sintático e de oposição de sentido com outro verso do poema.

Aponte esse verso:

A

Verso 2. 

B

Verso 4.

C

Verso 6. 

D

Verso 8. 

E

Verso 11.

Gabarito:

Verso 8. 

Questões relacionadas

Questão 2152

(UNESP - 2010) Leia:  Pensar em nada A maravilha da corrida: basta colocar um pé na frente do outro.        Assim como numa família de atletas um garoto dev...
Ver questão

Questão 2213

(UNESP - 2010) A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana, e vinha, Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro. (...) Estupendas usuras nos mercados...
Ver questão

Questão 28599

(UNESP - 2010) Arte suprema Tal como Pigmalião, a minha ideia Visto na pedra: talho-a, domo-a, bato-a; E ante os meus olhos e a vaidade fátua Surge, formosa e nua, Galateia. Mais um r...
Ver questão

Questão 41701

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5 QUESTÕES: Motivos para pânico Como sabemos, existem muitas frases comumente repetidas a cujo uso nos acostumamos tanto que nem observamos nelas patentes absurdos ou disparat...
Ver questão
Publicidade