(UNESP - 2011/2 - 2ª FASE)
O tabu das hidrelétricas na Amazônia
Segundo especialistas, o Brasil precisa de mais represas – inclusive na Amazônia – para evitar futuros apagões (...) e o maior empreendimento do Brasil nessa área é a usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja construção enfrenta protestos ambientais. A rejeição às grandes barragens é produto de um histórico de erros no setor. (...) O símbolo desses enganos é a usina de Balbina, erguida nos anos 80 no rio Uatumã, no estado do Amazonas. (...) Os construtores inundaram a área sem retirar as árvores, que viraram um grotesco paliteiro. A madeira em putrefação atraiu nuvens de mosquitos para a região, matou os peixes e gera metano, um gás tóxico e responsável pelas mudanças climáticas.
(Época, 12.03.2011. Adaptado.)
Explique por que a não retirada das árvores levou à mortandade dos peixes e à produção de metano no lago de Balbina, e por que o metano é designado, no texto, como um gás responsável por mudanças climáticas.
Gabarito:
Resolução:
A permanência das árvores em regiões represadas estimula a morte e a atividade de micro-organismos decompositores aeróbicos e anaeróbicos. Após a depleção do oxigênio dissolvido, os micro-organismos anaeróbicos prevalecem. A morte de peixes e outros seres aeróbicos é uma consequência natural. Os micro-organismos anaeróbicos metanogênicos estão entre os responsáveis pela decomposição e liberam metano para a atmosfera. O metano é um dos gases responsáveis pelo agravamento do aquecimento global que afeta a atmosfera terrestre.