(UNESP - 2011/2 - 1a fase)
A tela de Rodolfo Amoedo mostra a morte de Aimberê, líder da Confederação dos Tamoios (1554-1567), revolta indígena contra a escravização. A pintura foi realizada mais de três séculos depois e pode ser entendida como um esforço de
representação do sacrifício de indígenas e do acolhimento e proteção que os religiosos teriam dado aos nativos durante o período colonial.
denúncia do genocídio indígena durante a fase colonial, responsabilizando a Igreja Católica por ter colaborado com a Coroa portuguesa.
construção de um passado heroico para o Brasil, associando o índio a um bom selvagem, corrompido posteriormente pela religião católica.
recuperação do período pré-cabralino e apontamento da necessidade de valorização das formas de solidariedade então existentes no Brasil.
exposição dos confrontos entre religiosos e índios, que foram constantes e violentos durante todo o período colonial.
Gabarito:
representação do sacrifício de indígenas e do acolhimento e proteção que os religiosos teriam dado aos nativos durante o período colonial.
A análise da pintura permite perceber a idealização da relação entre nativo e jesuíta, tida, neste caso, como harmoniosa e consensual, na qual o religioso ignora qualquer rivalidade que possa existir para lamentar a perda de uma vida de um inocente que para eles também poderia ser convertido em um membro da sociedade cristã. É preciso lembrar que José de Anchieta permaneceu como refém dos Tamoios durante o conflito – o Padre Anchieta foi um dos interlocutores do conflito no sentido de resolvê-lo, pois falava a língua dos nativos.