(UNESP - 2014/2 - 1a fase)
Rodo Cotidiano
A ideia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio nem caneta nem papel
Uma ideia fugia
Era o rodo cotidiano
Espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal
Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que corta as ruas
Da minhoca de metal
É... como um concorde apressado cheio de força
Que voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
A letra da canção Rodo Cotidiano, do grupo O Rappa, oferece um olhar crítico sobre as condições de vida
da pequena parte dos trabalhadores urbanos que têm acesso à alta qualidade dos serviços de transporte privado.
da grande parte dos trabalhadores urbanos que vivenciam a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
da elite econômica nacional que sofre com a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
da classe dirigente nacional que usufrui de eficientes serviços de transporte privado.
da grande parte dos trabalhadores rurais que enfrentam a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
Gabarito:
da grande parte dos trabalhadores urbanos que vivenciam a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
b) Correta. da grande parte dos trabalhadores urbanos que vivenciam a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
A música do grupo O Rappa retrata as dificuldades que os trabalhadores brasileiros enfrentam no transporte público no cotidiano. Termos como “amarrotada”, “amassada”, “abafada” trazem uma carga de significados que se referem às super lotações dos transportes, “Brasil da Central” reflete a inversão da Central do Brasil, o terminal de trens metropolitanos no Centro da cidade do Rio de Janeiro, e a “minhoca de metal” significa os trens e metrôs que circulam na área subterrânea da cidade.
a) Incorreta. da pequena parte dos trabalhadores urbanos que têm acesso à alta qualidade dos serviços de transporte privado.
A letra da canção obviamente demonstra que o transporte público não possui uma alta qualidade em seu serviço, mas sua carga semântica apresenta a ideia de um transporte de péssima qualidade.
c) Incorreta. da elite econômica nacional que sofre com a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
A canção não se volta para a elite econômica nacional, já que esta não sofre com a baixa qualidade dos serviços de transporte público, porém ao trabalhador.
d) Incorreta. da classe dirigente nacional que usufrui de eficientes serviços de transporte privado.
A canção não se refere à classe dirigente nacional, tampouco a eficientes serviços de transporte privado.
e) Incorreta. da grande parte dos trabalhadores rurais que enfrentam a baixa qualidade dos serviços de transporte público.
No caso, não se refere à ruralidade, já que não há um sistema de transporte público com tais características no ambiente rural.