(UNESP - 2014 - 1ª FASE) A proclamação da República não é um ato fortuito, nem obra do acaso, como chegaram a insinuar os monarquistas; não é tampouco o fruto inesperado de uma parada militar. Os militares não foram meros instrumentos dos civis, nem foi um ato de indisciplina que os levou a liderar o movimento da manhã de 15 de novembro, como tem sido dito às vezes. Alguns deles tinham sólidas convicções republicanas e já vinham conspirando há algum tempo [...]. Imbuídos de ideias republicanas, estavam convencidos de que resolveriam os problemas brasileiros liquidando a Monarquia e instalando a República.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república, 1987.)
O texto identifica a proclamação da República como resultado
da unidade dos militares, que agiram de forma coerente e constante na luta contra o poder civil que prevalecia durante o Império.
da fragilidade do comando exercido pelo Imperador frente às rebeliões republicanas que agitaram o país nas últimas décadas do Império.
de um projeto militar de assumir o comando do Estado brasileiro e implantar uma ditadura armada, afastando os civis da vida política.
da disseminação de ideais republicanos e salvacionistas nos meios militares, que articularam a ação de derrubada da Monarquia.
de uma conspiração de civis, que recorreram aos militares para derrubar a Monarquia e assumir o controle do Estado brasileiro.
Gabarito:
da disseminação de ideais republicanos e salvacionistas nos meios militares, que articularam a ação de derrubada da Monarquia.
a) da unidade dos militares, que agiram de forma coerente e constante na luta contra o poder civil que prevalecia durante o Império.
Incorreta. O texto identifica a proclamação da República não como um movimento homogêneo entre os militares.
b) da fragilidade do comando exercido pelo Imperador frente às rebeliões republicanas que agitaram o país nas últimas décadas do Império.
Incorreta. Não ocorreram rebeliões republicanas nas últimas décadas do império.
c) de um projeto militar de assumir o comando do Estado brasileiro e implantar uma ditadura armada, afastando os civis da vida política.
Incorreta. Não havia um projeto militar de implantar uma ditadura, o próprio Deodoro era monarquista.
d) da disseminação de ideais republicanos e salvacionistas nos meios militares, que articularam a ação de derrubada da Monarquia.
Correta. A Guerra do Paraguai, 1865-1870, foi um divisor de águas na história do exército brasileiro. A partir deste conflito, a corporação ganhou consciência de sua importância para a nação e assumiu o ideal de “salvador da pátria”. Os políticos denominados de “casacas” criticaram esta nova postura do exército que eram os “fardados”. Assim, os jovens oficiais apoiados em um ideário positivista criticou a monarquia e se aproximaram de ideias republicanas.
e) de uma conspiração de civis, que recorreram aos militares para derrubar a Monarquia e assumir o controle do Estado brasileiro.
Incorreta. A proclamação da República não foi obra dos civis e sim dos militares.