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Questão 10

UNESP 2014
Português

(UNESP - 2014/2 - 1a fase)

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

A(s) questão(ões) a seguir focaliza(m) uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

Compaixão

        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.

        Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem”.

* Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.

Devido a um problema de revisão, aparece no artigo uma forma verbal em desacordo com a chamada norma-padrão. Trata-se do emprego equivocado de 

A

corrige em vez de corrije.
 

B

remedia em vez de remedeia.
 

C

experimentar em vez de exprimentar.

D

alivia em vez de alívia.

E

encaixar em vez de incaixar.

Gabarito:

remedia em vez de remedeia.
 



Resolução:

 Devido a um problema de revisão, aparece no artigo uma forma verbal em  desacordo com a chamada norma-padrão. Trata-se do emprego equivocado de

Alternativas

  1. corrige em vez de corrije.Comentário: alternativa incorreta. O termo "corrige" é forma correta. "Corrije" é a forma incorreta.

  2. remedia em vez de remedeia.Comentário: alternativa correta.Foi usado remedia (forma incorreta) em vez de remedeia (forma correta). Segue a conjugação de remediar no presente do indicativo: eu remedeio tu remedeias ele remedeia nós remediamos vós remediais eles remedeiam

  3. experimentar em vez de exprimentar.Comentário: alternativa incorreta. O termo "experimentar" é a forma correta. "Exprimentar" é a forma incorreta.

  4. alivia em vez de alívia.Comentário: alternativa incorreta. O termo "alivia" é a forma correta. "Alívia" é a forma incorreta.

  5. encaixar em vez de incaixar.Comentário: alternativa incorreta. O termo "encaixar" é a forma correta. "Incaixar" é a forma incorreta.

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