(UNESP - 2015/2 - 1ª FASE) Se, até a década de 1980, o conjunto da agropecuária nordestina permaneceu quase inalterado, a partir de então se vislumbra a ocupação de novas fronteiras pelo agronegó- cio globalizado, tomando alguns lugares específicos dessa região, que passam a receber vultosos investimentos de algumas importantes empresas do setor, difundindo-se a agricultura científica e o agronegócio. Existe hoje no Nordeste, assim como de resto em todo o país, uma dicotomia entre uma agricultura tradicional e uma agricultura científica, apresentando-se esta em algumas partes bem delimitadas do território nordestino, constituindo verdadeiros pontos luminosos
(Denise Elias. “Globalização e fragmentação do espaço agrícola do Brasil”. Scripta Nova, agosto de 2006. Adaptado.)
É exemplo de espaço nordestino “luminoso”, incorporado aos circuitos produtivos globalizados do agronegócio, a região produtora de
soja, na Zona da Mata.
mandioca, na Chapada Diamantina.
cacau, no Agreste.
cana-de-açúcar, no Sertão.
frutas, no vale do São Francisco
Gabarito:
frutas, no vale do São Francisco
A produção de frutas, sob o sistema de irrigação, no Vale médio do Rio São Francisco, destoa do padrão de produção e de ocupação da terra no Sertão nordestino. Essa modernização deve-se à aplicação de capitais e de tecnologias extrarregionais, e a produção é voltada para mercados extralocais – inclusive para a exportação. O advento da globalização rompeu fronteiras, separou as áreas de gerência das áreas de produção, e articulou o espaço produtivo em escala global.
CORRETA E