(UNESP - 2015/2 - 1ª FASE) “A revista Vogue trouxe um ensaio na sua edição kids com meninas extremamente jovens em poses sensuais. Eu digo que, enquanto a gente continuar a tratar nossas crianças dessa maneira, pedofilia não será um problema individual de um ‘tarado’ hipotético, e sim um problema coletivo, de uma sociedade que comercializa sem pudor o corpo de nossas meninas e meninos”, afirmou a roteirista Renata Corrêa. Para a jornalista Vivi Whiteman, a moda não é exatamente o mais ético dos mundos e não tem pudores com nenhum tipo de sensualidade. “A questão é que, num ensaio de moda feito para vender produtos e comportamento, não há espaço para teoria, nem para discussão, nem para aprofundar nada. Não é questão de demonizar a revista, mas de fato é o caso de ampliar o debate sobre essa questão”
(Maíra Kubík Mano. “Vogue Kids faz ensaio com crianças em poses sensuais e pode ser acionada pelo MP”. CartaCapital, 11.09.2014. Adaptado.)
No texto, a pedofilia é abordada
segundo critérios relativistas questionadores da validade de normas absolutas no campo da sexualidade.
de acordo com parâmetros jurídicos que atestam a criminalização desse tipo de comportamento.
a partir dos imperativos de mercantilização do corpo e da cultura, em detrimento de aspectos éticos e morais.
de acordo com critérios patológicos, que tratam esse fenômeno como distúrbio de comportamento.
sob um ponto de vista teológico, fundamentado na condenação cristã à sexualidade como forma de prazer.
Gabarito:
a partir dos imperativos de mercantilização do corpo e da cultura, em detrimento de aspectos éticos e morais.
c) Correta. a partir dos imperativos de mercantilização do corpo e da cultura, em detrimento de aspectos éticos e morais.
O texto compreende que o tema da pedofilia deve ser compreendido para além do âmbito individual, da figura do tarado sexual, e de percepções éticas e morais sobre o sujeito pedófilo, mas problematizado para o âmbito coletivo, no que tange ao comércio da moda infantil.
a) Incorreta. segundo critérios relativistas questionadores da validade de normas absolutas no campo da sexualidade.
Não há relativismo no texto, não se relativiza questões sobre o tema.
b) Incorreta. de acordo com parâmetros jurídicos que atestam a criminalização desse tipo de comportamento.
O texto não se volta para questões jurídicas, mas à ampliação do debate sobre o tema da pedofilia para a mercantilização do corpo infantil.
d) Incorreta. de acordo com critérios patológicos, que tratam esse fenômeno como distúrbio de comportamento.
O texto não patologiza o fenômeno da pedofilia.
e) Incorreta. sob um ponto de vista teológico, fundamentado na condenação cristã à sexualidade como forma de prazer.
Não há qualquer menção de um ponto de vista teológico.