(UNESP - 2016/2 - 1ª FASE)
Leia a fábula “O morcego e as doninhas” do escritor grego Esopo (620 a.C.?-564 a.C.?).
Um morcego caiu no chão e foi capturado por uma doninha1. Como seria morto, rogou à doninha que poupasse sua vida.
– Não posso soltá-lo – respondeu a doninha –, pois sou, por natureza, inimiga de todos os pássaros.
– Não sou um pássaro – alegou o morcego. – Sou um rato.
E assim ele conseguiu escapar.
Mais tarde, ao cair de novo e ser capturado por outra doninha, ele suplicou a esta que não o devorasse. Como a doninha lhe disse que odiava todos os ratos, ele afirmou que não era um rato, mas um morcego. E de novo conseguiu escapar. Foi assim que, por duas vezes, lhe bastou mudar de nome para ter a vida salva.
(Fábulas, 2013.)
1doninha: pequeno mamífero carnívoro, de corpo longo e esguio e de patas curtas (também conhecido como furão).
“Como seria morto, rogou à doninha que poupasse sua vida.” (1º parágrafo)
Em relação à oração que a sucede, a oração destacada tem sentido de
proporção.
comparação.
consequência.
causa.
finalidade.
Gabarito:
causa.
“Como seria morto, rogou à doninha que poupasse sua vida.” (1o parágrafo)
Em relação à oração que a sucede, a oração destacada tem sentido de
Alternativas
proporção.Comentário: alternativa incorreta. Não há ideia de proporção(introduzir uma oração que expressa um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência da principal.) pelo trecho de referência. A conjunção de proporção pode ser atribuída por seguintes exemplos: à medida que, à proporção que, etc.
comparação. Comentário: alternativa incorreta. Não há ideia de comparação(introduzir uma oração que expressa uma ideia de comparação em relação à oração principal) pelo trecho de referência. A conjunção de comparação pode ser atribuída por alguns exemplos: como, assim como, etc.
consequência. Comentário: alternativa incorreta. Não há ideia de consequência(exprimem um fato que é consequência, que é efeito do que se declara na oração principal).São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma que, de sorte que.
causa. Comentário: alternativa correta. No trecho “como seria morto”, a oração indica a causa por que o morcego implora por sua vida. A conjunção que apresenta a ideia de causalidade pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por "porque", "uma vez que", "visto que".
finalidade. Comentário: alternativa incorreta. No fragmento de referência não há uma concepção de finalidade( demonstram propósito, a finalidade do que fala na oração principal). Pode ser apresentada por alguns exemplos: a fim de que, para que, etc.