(UNESP - 2018 - 2ª FASE)
Leia a notícia.
O Projeto de Lei nº 5 989 de 2009, que originalmente pretende liberar a aquicultura com tilápias e carpas (espécies não nativas no Brasil) em reservatórios de usinas hidrelétricas, tramita agora no Senado. [...] Facilitar o uso de espécies não nativas na aquicultura em reservatórios de usinas pode ser altamente prejudicial aos ambientes aquáticos brasileiros, já que as represas recebem rios afluentes. Desse modo, os peixes criados ali [...] poderiam chegar a diversos ambientes do país por esse caminho.
(Unespciência, maio de 2017.)
a) Supondo que antes da introdução de espécies não nativas o ambiente já havia atingido sua carga biótica máxima (capacidade limite ou capacidade de carga), explique por que a presença dessas espécies não nativas de peixes pode ser prejudicial aos ambientes aquáticos naturais brasileiros.
b) Além das espécies não nativas de peixes, que outros organismos, associados a essas espécies, podem juntamente ser introduzidos nesses ambientes aquáticos? Explique o impacto que esses organismos podem causar no tamanho das populações de peixes locais.
Gabarito:
Resolução:
a) A introdução de espécies não nativas (exóticas) pode ser prejudicial aos seres vivos desses ambientes aquáticos, pois neste habitat tais espécies encontram nichos preexistentes e competem com as espécies locais e com isso podem levá-las à redução ou à extinção. É um tipo de competição interespecífica.
b) Espécies não nativas podem ser portadoras de parasitas (vermes, bactérias, vírus ou fungos). A introdução desses parasitas pode causar a redução ou a extinção das populações de peixes locais, os quais não possuem resistência contra esses parasitas.