(UNESP - 2021 - 1ª fase - DIA 2)
A produção de açúcar no Brasil colonial era parte de um conjunto de processos e relações que ultrapassavam os limites da colônia e incluíam
a estruturação do engenho como unidade produtiva, a disposição portuguesa de povoar a colônia e o comércio sistemático com a América espanhola.
as técnicas de cultivo indígenas, as mudas de cana procedentes do mundo árabe e a intermediação britânica na comercialização.
a adaptação da cana à terra roxa do Nordeste, o conhecimento técnico dos imigrantes e a atuação holandesa no transporte marítimo.
a constituição da grande propriedade, o tráfico de africanos escravizados e a existência de amplo mercado consumidor na Europa.
o avanço da ocupação das áreas centrais da colônia, o recurso à mão de obra nativa e o crescimento do gosto pelos sabores doces na Europa.
Gabarito:
a constituição da grande propriedade, o tráfico de africanos escravizados e a existência de amplo mercado consumidor na Europa.
(A) Incorreta. A disposição portuguesa não visava a ocupação e sim a exploração dos recursos naturais. Além disso, o comércio com a América Espanhola não era tão relevante quanto a exportação dos produtos para a Europa.
(B) Incorreta. As técnicas de cultivo indígena não eram relevantes dentro do sistema colonial português, que impôs os canaviais a partir de experiências coloniais anteriores.
(C) Incorreta. A terra roxa não está presente na região Nordeste do Brasil, e sim na região Sul e Sudeste.
(D) Correta. As grandes propriedades de terra caracterizaram os latifúndios de cana de açúcar, exportados sobretudo para a Europa. Além disso, a base da mão de obra colonial era escravizada e traficada pelo Oceano Atlântico a partir do continente africano.
(E) Incorreta. O cultivo de cana se restringiu ao litoral do Brasil, não atingindo o centro da colônia. Além disso, a mão de obra não era nativa, e sim escravizada.