(UNICAMP - 2008 - 2 fase - Questão 5)
“Os projetos de recuperação e preservação de centros históricos, associados a processos de reestruturação urbana, têm sido uma constante no Brasil, principalmente a partir do final da década de 1980 e início de 1990. Pelourinho em Salvador, Bairro do Recife na capital pernambucana e o corredor cultural no Rio de Janeiro são alguns exemplos nacionais de locais que vêm sofrendo esse tipo de intervenção. Barcelona, Nova Iorque, Boston, Manchester, Paris e Buenos Aires estão entre os exemplos internacionais que marcam o fenômeno mundial de revitalização ou remodelação urbana.”
(Disponível em: www. comciencia.br/reportagens/cidades/cid02.htm, 05/11/07.)
a) Por que ocorre a chamada “decadência” dos centros tradicionais das cidades?
b) Quais são as principais estratégias utilizadas nas cidades brasileiras para “revitalizar” as áreas consideradas decadentes?
Gabarito:
Resolução:
a) O crescimento das cidades em direção à periferia do centro possibilita o desenvolvimento de novos áreas de interesse, construídas a partir de novas demandas de infraestrutura. Dessa forma, o centro histórico da cidade tende a ser abandonado por conta de suas características estruturais mais antigas e que não podem ser totalmente modificadas, o que desvaloriza a região e altera o perfil populacional de quem o ocupa. Por exemplo: os centros históricos das capitais, de maneira geral, tendem a ter prédios baixos situados em ruas estreitas, evidenciando a época em que foram construídos, quando a população era menor e não havia um trânsito tão intenso de automóveis. Atualmente, as ruas estreitas não favorecem o trânsito dos carros e os prédios pequenos não permitem a construção de estacionamentos, desvalorizando a região.
b) De maneira geral, a "revitalização" dos centros históricos funciona a partir da gentrificação, ou seja, do aumento do custo de vida na área, que leva à saída dos antigos moradores. A demolição de prédios históricos (ou a transformação em prédios comerciais) também são estratégias utilizadas para a valorização dos centros históricos que, apesar de modernizados, passam a cumprir outras funções que, via de regra, são destinadas a um público financeiramente mais restrito.