(UNICAMP - 2020 - 2 fase)
Após 1988, o Brasil incorporou à sua agenda política importantes questões de natureza social, ambiental e de direitos individuais. Nessa linha, o país participou ativamente das negociações internacionais na defesa do meio ambiente – sendo representado na Comissão Brundtland e organizando a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que acabou sendo realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e ficou conhecida como ECO-92.
(Adaptado de Luiz Carlos Delorme Prado e Maria Antonieta P. Leopoldi, “O fim do desenvolvimentismo: o governo Sarney e a transição do modelo econômico brasileiro”, em Jorge Ferreira (org.), O Brasil Republicano: O tempo da Nova República – v. 5: Da transição democrática à crise política de 2016. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018, p.74.)
A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, responda às questões.
a) Explique a importância das escalas local e global definidas na ECO-92.
b) Cite e explique uma meta socioambiental relativa às matrizes energéticas do Planeta adotada pelos países signatários da ONU entre a Conferência de 1992 e a Conferência do Clima de 2015.
Gabarito:
Resolução:
a) A ECO-92 permitiu pela primeira vez concretizar acordos sobre a proteção ambiental em escala planetária, anteriormente os acordos eram apenas regionais. Os países participantes adotaram três tipos de recomendações: a Agenda 21, a Declaração do Rio sobre o Ambiente e o Desenvolvimento e os princípios relativos a florestas e selvas.
Com os acontecimentos em escala local foi possível realizar previsões de acontecimentos em escala global. Um exemplo de escalas locais são as manchas urbanas das grandes cidades, como São Paulo, Nova York, Tokio, entre outras. Em escala global podemos relacionar o aumento da temperatura do planeta, aumento do nível dos oceanos.
b) Em 1992 a ECO-92 pautou um novo modelo de desenvolvimento para o século XXI, pautado na sustentabilidade. Na ECO-92, ficou acordado, então, que os países em desenvolvimento deveriam receber apoio financeiro e tecnológico para alcançarem outro modelo de desenvolvimento que seja sustentável, inclusive com a redução dos padrões de consumo — especialmente de combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral).
Na conferência do Clima de 2015, conhecido como o Acordo de Paris, ficou firmado um novo documento metas a longo prazo. Sendo uma delas, aumentar a produção de energia limpa, em que os países participantes se comprometeram aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente gradativamente até 2030.