(UNICAMP - 2023 - 2ª fase)
Um estudo realizado em 2021 identificou que a troca de um dos aminoácidos da proteína Spark do novo coronavírus pode ser um dos fatores que influencia uma maior taxa de contágio em uma de suas mutações. Na troca, o aminoácido asparagina (Asn) da posição 501 é substituído por tirosina (Tyr). Essa troca faz com que a cadeia da proteína Spark alterada (Y501) interaja com a cadeia proteica das células receptoras diferente-
mente de como interage a cadeia da proteína original (N501). A figura ao lado ilustra parte das interações intermoleculares entre os receptores celulares e a proteína do vírus original (N501) e a da mutação (Y501).

a) Identifique as diferenças nas interações intermoleculares entre os aminoácidos citados na troca e os aminoácidos do receptor celular. Justifique a alteração na taxa de contágio, considerando apenas mudanças nas energias das interações intermoleculares.
b) Considerando apenas a tirosina (Tyr501), explique e represente como esse aminoácido se liga ao seu vizinho (Tyr449) na proteína Spark. Escolha um dos tipos de interações que ocorrem entre a (Tyr501) e a (Lys353) do receptor celular e explique e represente como essa interação se estabelece.

Gabarito:
Resolução:
a) O Asn501 da proteína Spark estabelece interações de Van der Waals com os aminoácidos do receptor. Na troca da asparagina por tirosina, temos ligações de hidrogênio com a lisina do receptor. Com isso temos aumento da energia das interações intermoleculares aumentando a taxa de contágio.
b) As duas moléculas de tirosina reagem em uma condensação, formando a ligação peptídica. Um dos tipos de interações que ocorre entre tirosina e a lisina do receptor celular é a ligação de hidrogênio, em que a hidroxila da tirosina se liga ao nitrogênio da amina da lisina.