(UNICENTRO - 2008) A divisão do continente africano entre as grandes potências ocidentais, no século XIX, gerou conseqüências na organização espacial desse continente, o que pode ser comprovado pela
fome endêmica que assola grande parte do continente, devido à adoção do sistema de plantation, na agricultura, pelos colonizadores.
diminuição do número de conflitos étnicos e pela adoção de governos inspirados na organização política dos países europeus.
exploração racional dos minerais nobres e pela interligação do continente, através de um sistema ferroviário eficiente.
acelerada urbanização e pelo aumento da produtividade agrícola em todos os países do continente.
expansão industrial e pela implantação de políticas sociais antinatalistas.
Gabarito:
fome endêmica que assola grande parte do continente, devido à adoção do sistema de plantation, na agricultura, pelos colonizadores.
a) A fome endêmica que assola grande parte do continente africano está relacionada à adoção do sistema de plantation pelos colonizadores europeus. O sistema de plantation consistia na produção em larga escala de culturas comerciais, como o algodão, o tabaco e a cana-de-açúcar, em grandes propriedades monocultoras. Isso levou à exploração intensiva da terra, esgotamento dos solos e concentração de terras nas mãos de poucos colonizadores, o que prejudicou a produção de alimentos para a população local. Além disso, o sistema de plantation também envolveu o uso de mão de obra escrava ou semi-escrava, o que impactou negativamente as condições de vida dos africanos.
b) A divisão do continente africano entre as potências colonizadoras não levou à diminuição do número de conflitos étnicos. Pelo contrário, a imposição de fronteiras artificiais pelas potências colonizadoras muitas vezes separou grupos étnicos historicamente relacionados, o que contribuiu para o surgimento de conflitos étnicos e territoriais após a independência dos países africanos.
c) A exploração racional dos minerais nobres e a interligação do continente por um sistema ferroviário eficiente não são características resultantes da divisão do continente africano entre as potências colonizadoras. Pelo contrário, a exploração de recursos minerais na África frequentemente ocorreu de maneira predatória, sem considerar os impactos ambientais e sociais, e as ferrovias construídas pelos colonizadores tinham como principal objetivo facilitar o escoamento de matérias-primas para os portos e não a integração interna do continente.
d) A acelerada urbanização e o aumento da produtividade agrícola em todos os países do continente não são consequências diretas da divisão do continente africano entre as potências colonizadoras. Pelo contrário, a urbanização na África muitas vezes foi desordenada e resultou em problemas como o crescimento de favelas e a falta de infraestrutura urbana. Além disso, a produtividade agrícola em muitos países africanos foi afetada negativamente pela imposição de monoculturas voltadas para a exportação durante o período colonial.
e) A expansão industrial e a implantação de políticas sociais antinatalistas não são características resultantes da divisão do continente africano entre as potências colonizadoras. Durante o período colonial, a África foi explorada principalmente como fornecedora de matérias-primas para as indústrias europeias, e as políticas sociais implementadas pelos colonizadores muitas vezes visavam apenas manter o controle sobre a população local, sem promover seu desenvolvimento social e econômico.