(UNIFESP - 2004)
No Manifesto da Poesia Pau-Brasil, Oswald de Andrade faz o seguinte comentário sobre os poetas parnasianos: “Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano.”
O que o poeta modernista está criticando nos parnasianos é
a demasiada liberdade no ato da criação, que os torna máquinas poéticas.
o abandono da Arte pela arte, com a criação objetiva e anti-convencional
a preocupação com a perfeição formal e com o subjetivismo.
o formalismo e a impessoalidade comuns em seus textos
o exagero na expressão das emoções, apesar da criação poética mecânica.
Gabarito:
o formalismo e a impessoalidade comuns em seus textos
a) Alternativa incorreta. Por meio do formalismo literário criticado pelo autor não viabiliza na demasiada liberdade no ato da criação poética, além de não ser o ponto de discussão de Oswald Andrade.
b) Alternativa incorreta. O autor não toma como defesa por uma objetividade da criação poética, mas por uma liberdade formal (versos livres, abandono das formas fixas, ausência de pontuação).
c) Alternativa incorreta. O autor não defende a perfeição formal, pelo contrário, ele a critica.
d) Alternativa correta. A crítica do poeta Oswald de Andrade a partir da frase “Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano.” a qual se aproxima na questão da crítica ao formalismo e impessoalidade transfigurada pela invenção da máquina de fazer versos.
e) Alternativa incorreta. A crítica está relacionada com a questão do formalismo e da impessoalidade comuns nos textos parnasianos, e também foram pontos apresentados por outros poetas modernistas.