(UNIOESTE - 2013)
“Se uma ação é virtuosa ou viciosa, é apenas enquanto signo de alguma qualidade ou caráter. Tem de depender de princípios mentais duradouros, que se estendem por toda a conduta, formando parte do caráter pessoal. As ações que não procedem de nenhum princípio constante não influenciam o amor ou o ódio, o orgulho ou a humildade; e, consequentemente, nunca são levadas em conta na moral”.
David Hume
Com base no texto e na filosofia moral de David Hume, assinale a alternativa correta.
Em nossas investigações acerca da origem e vigência da moral, devemos considerar as ações isoladamente, uma vez que, uma ação pode ser acompanhada de sentimentos e outra não.
É verdade que as ações são melhores indicadores de um caráter que as palavras, ou mesmo que desejos ou sentimentos; mas é só enquanto indicadores que elas se fazem acompanhar de amor ou ódio, elogio ou censura.
A moral deve derivar diretamente da razão e por isso ela suscita paixões, impedindo ou promovendo ações que são suas consequências emocionais.
Quando vemos os efeitos de uma paixão na voz e nos gestos de alguém, nossa mente racional não passa imediatamente de seus efeitos à suas causas.
Quando percebemos as razões de uma emoção, nossa mente é transportada de suas causas à seus efeitos.
Gabarito:
É verdade que as ações são melhores indicadores de um caráter que as palavras, ou mesmo que desejos ou sentimentos; mas é só enquanto indicadores que elas se fazem acompanhar de amor ou ódio, elogio ou censura.
b) Correta. É verdade que as ações são melhores indicadores de um caráter que as palavras, ou mesmo que desejos ou sentimentos; mas é só enquanto indicadores que elas se fazem acompanhar de amor ou ódio, elogio ou censura.
A alternativa correta pode ser interpretada a partir do próprio texto. As ações são melhores indicadores de um caráter que as palavras, ou mesmo que desejos ou sentimentos, pois ações são signos de alguma qualidade ou caráter. Porém, se ação é virtuosa ou viciosa, isso só demonstra a partir da qualidade ou do caráter, por isso a ação não contém um valor em si mesma, ela apenas indica o caráter e qualidade, que pode acompanhar de amor ou ódio, elogio ou censura, isto é, de alguma validação ética.
a) Incorreta. Em nossas investigações acerca da origem e vigência da moral, devemos considerar as ações isoladamente, uma vez que, uma ação pode ser acompanhada de sentimentos e outra não.
A ética de Hume é sentimentalista, isto é, sempre é acompanhada de sentimentos, portanto não há ação que não acompanhe de sentimentos.
c) Incorreta. A moral deve derivar diretamente da razão e por isso ela suscita paixões, impedindo ou promovendo ações que são suas consequências emocionais.
Como filósofo empirista, Hume não compreende que a moral deve derivar diretamente da razão e que a razão tenha função ativa em suscitar paixões; nesse sentido, a razão é instrumental.
d) Incorreta. Quando vemos os efeitos de uma paixão na voz e nos gestos de alguém, nossa mente racional não passa imediatamente de seus efeitos à suas causas.
Não há possibilidade de estabelecer de modo algum causa e efeito na ética de Hume.
e) Incorreta. Quando percebemos as razões de uma emoção, nossa mente é transportada de suas causas à seus efeitos.
Não há possibilidade de estabelecer de modo algum causa e efeito na ética de Hume.