(UPE-SSA 1 2016) Por dupla graça de Maomé e Carlos Magno, pela criação efêmera, mas plena de significado histórico e humano, de um império cristão no interior das terras entre o Loire e o Reno, ao mesmo tempo romano e cristão.
PIRENNE, Henri. Maomé e Carlos Magno. Lisboa: Asa, 1992, p. 123. (Adaptado)
Esse trecho é um resumo da tese clássica do historiador Henri Pirenne sobre a formação da Europa. Após sua leitura, infere-se que o autor
opõe duas figuras históricas, Maomé e Carlos Magno, identificando duas civilizações opostas em seus valores e suas crenças, e, nessa oposição, estaria a gênese da Europa.
propõe uma civilização europeia, fundada nos princípios de unidade entre as duas mais importantes religiões monoteístas que se fundiram na gênese da Europa.
compõe as duas vertentes civilizacionais, o Cristianismo e o Islam, e o findado Império Romano, destruído pelos bárbaros, como gênese da Europa.
impõe como limites intransponíveis a fronteira entre os rios Loire e Reno, mantendo, assim, o espaço que Roma havia ocupado e, portanto, salientando a importância da Antiguidade para a gênese da Europa.
expõe dois projetos conflitantes de imperialismo, o Carolíngio e o Islamita, e afirma que, no calor dessa disputa, se deu a gênese da Europa.
Gabarito:
opõe duas figuras históricas, Maomé e Carlos Magno, identificando duas civilizações opostas em seus valores e suas crenças, e, nessa oposição, estaria a gênese da Europa.