(Upe-ssa 3 2016)
João Cabral de Melo Neto, autor pernambucano, celebrizou-se com um Auto de Natal, que trata de uma das questões mais sérias da sociedade brasileira, a qual está bem representada na charge abaixo. Relacione a imagem com o fragmento do texto de Morte e Vida Severina.
Analise as afirmativas a seguir e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) O poema não tem nenhuma relação com a charge, pois não se pode relacionar dois tipos de linguagem completamente diferentes: verbal e visual. Além disso, na charge, a mensagem imagética e linguística apresenta uma crítica ferrenha à desigualdade social, enquanto o poema nega o valor da Reforma Agrária, uma vez que defende o monopólio da terra.
( ) O poema de João Cabral de Melo Neto desenvolve a temática da desigualdade social à semelhança da charge, que também aborda a mesma questão. Ambos tomam como ponto de partida a posse da terra. Há, entre as duas mensagens, uma única preocupação que é a aquisição de bens materiais.
( ) A charge apresenta, tanto quanto o fragmento do texto de João Cabral, uma crítica à condição do lavrador, que, durante toda vida, trabalha a terra, mas só tem direito a ela quando morre. Na imagem, o lavrador vivo traz a placa SEM TERRA, enquanto no poema, tal qual na charge, só adquire o direito à terra após a morte, que representa “a terra que queria ver dividida.”
( ) Diferentemente do texto escrito, a imagem revela um novo tipo de transmissão de mensagem em que se encontra eliminada a linguagem verbal, ocorrendo exclusivamente um discurso imagético. Nele o homem e a terra se confundem por ocasião da morte, que iguala todos os seres humanos, e isso fica explícito na antítese sem terra/com terra.
( ) As duas mensagens tematizam a questão da posse da terra, apresentando um discurso crítico, que enfatiza o fato de o lavrador não ter direito à terra, razão pela qual é designado como “sem terra”. Essa expressão atualmente identifica os participantes do movimento social, que lutam pelo reconhecimento do camponês que continua sem obter o tão desejado torrão.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
F - F - V - F - V
F - F - F - F - V
V - V - V - V - V
F - F - F - V - V
V - V - V - F - F
Gabarito:
F - F - V - F - V
(F) O poema não tem nenhuma relação com a charge, pois não se pode relacionar dois tipos de linguagem completamente diferentes: verbal e visual. Além disso, na charge, a mensagem imagética e linguística apresenta uma crítica ferrenha à desigualdade social, enquanto o poema nega o valor da Reforma Agrária, uma vez que defende o monopólio da terra.
Incorreto, a charge mostra que só após a morte o homem tem uma "terra". E no poema temos "é a parte que te cabe nesse latifúndio". Além disso, pode-se analisar, sim, linguagens diferentes.
(F) O poema de João Cabral de Melo Neto desenvolve a temática da desigualdade social à semelhança da charge, que também aborda a mesma questão. Ambos tomam como ponto de partida a posse da terra. Há, entre as duas mensagens, uma única preocupação que é a aquisição de bens materiais.
Não há preocupação com a posse em si, mas em rever os monopólios de terra e o direito à terra para aqueles que não tem.
(V) A charge apresenta, tanto quanto o fragmento do texto de João Cabral, uma crítica à condição do lavrador, que, durante toda vida, trabalha a terra, mas só tem direito a ela quando morre. Na imagem, o lavrador vivo traz a placa SEM TERRA, enquanto no poema, tal qual na charge, só adquire o direito à terra após a morte, que representa “a terra que queria ver dividida.”
Correto, a desigualdade social é expressa pelo fato de lavradores trabalharem na terra, mas só terem direito a ela depois da morte, em uma cova.
(F) Diferentemente do texto escrito, a imagem revela um novo tipo de transmissão de mensagem em que se encontra eliminada a linguagem verbal, ocorrendo exclusivamente um discurso imagético. Nele o homem e a terra se confundem por ocasião da morte, que iguala todos os seres humanos, e isso fica explícito na antítese sem terra/com terra.
A imagem possui texto também. Além disso, a morte não iguala os homens, mas só acentua a desigualdade, visto que o lavrador só tem a terra de sua cova.
(V) As duas mensagens tematizam a questão da posse da terra, apresentando um discurso crítico, que enfatiza o fato de o lavrador não ter direito à terra, razão pela qual é designado como “sem terra”. Essa expressão atualmente identifica os participantes do movimento social, que lutam pelo reconhecimento do camponês que continua sem obter o tão desejado torrão.
Correto, ambos textos apresentam essa crítica e a placa de "sem terra" faz referência ao movimento de reforma agrária.
Dessa maneira, a alternativa correta é a letra [A]: F - F - V - F - V.