(Upf 2015) Leia o fragmento do documento a seguir, que trata da escravidão na Idade Antiga.
“Ao lidarmos com escravos, não deveríamos permitir que fossem insolentes para conosco, nem deixá-los totalmente sem controle. Aqueles cuja posição está mais próxima da dos homens livres deveriam ser tratados com respeito; aqueles que são trabalhadores deveriam receber mais comida. Já que o consumo de vinho também torna homens livres insolentes [...], é claro que o vinho jamais deveria ser dado a escravos, ou só muito raramente.”
(ARISTOTELES, in: CARDOSO, Ciro Flamarion. O trabalho compulsório na antiguidade. Rio de Janeiro: Graal, 1984, p. 108)
Sobre a escravidão na Antiguidade, é correto afirmar:
Esteve presente com igual importância econômica em todas as sociedades mediterrâneas.
Foi restrita às cidades-estados da Grécia e à Roma republicana e imperial.
Foi tão importante nas sociedades do Egito e da Mesopotâmia quanto nas da Grécia e de Roma.
Foi marcante nas sociedades grega e romana só a partir de um determinado estágio do desenvolvimento de ambas, quando surgiu a propriedade privada.
Era desconhecida nas chamadas sociedades hidráulicas do Egito e da Mesopotâmia e entre os hebreus e fenícios.
Gabarito:
Foi marcante nas sociedades grega e romana só a partir de um determinado estágio do desenvolvimento de ambas, quando surgiu a propriedade privada.
A questão remete a escravidão na Antiguidade Clássica, Grécia e Roma. A escravidão já existia nas civilizações da Antiguidade Oriental como
Egito, Mesopotâmia, Fenícios, Hebreus e Persas, porém, foi na Antiguidade Clássica Ocidental, Grécia e Roma, que ela se tornou um modo de produção hegemônico em um determinado momento da história destas duas civilizações. Pensadores importantes como Aristóteles justificava a escravidão considerando-a natural e justa.