Analisando a figura, que representa as grandes unidades estruturais do Brasil, segundo Petri & Fúlfaro (1983), pode-se afirmar corretamente que
B, conhecida também como coberturas fanerozoicas, são áreas que recebem ou receberam depósitos de materiais.
C são terrenos recentes e de grande potencial erosivo, formados no chamado ciclo brasiliano.
I e II, formadas no Terciário, resultam do encontro das placas sul-americana e africana.
Os limites das áreas cratônicas coincidem com chapadas e dobramentos modernos.
A, por conta das manifestações tectônicas neogênicas, são áreas de grande instabilidade e movimentação de terra.
Gabarito:
B, conhecida também como coberturas fanerozoicas, são áreas que recebem ou receberam depósitos de materiais.
O Fanerozóico (do grego phaneros = visível, e zoikos = vida) é o éon que abrange a existência de toda a vida que já ocorreu e ocorre na Terra, ou seja, os últimos 542 milhões de anos da Escala do Tempo Geológico. Este Éon é marcado pela explosão da vida nos mares, seguindo ao domínio total dos continentes. As rochas fanerozóicas abrigam 15% de todo o registro geológico, e são caracterizadas pela abundância de registro fóssil, contendo desde impressões de organismos mais simples, como os da Fauna de Ediacara, até conchas e fósseis de invertebrados, fósseis de vertebrados e elementos da flora fóssil.
O Éon Fanerozóico encontra-se bastante dividido em subgrupos. Estas divisões do tempo geológico são baseadas fundamentalmente nos tipos de fósseis encontrados nas rochas e formados durante cada intervalo de tempo.
No início do Câmbrico ocorreram quatro grandes mudanças que se encontram registadas por fóssseis:
– os animais desenvolveram conchas e esqueleto que são muito mais facilmente fossilizados que os tecidos vegetais;
– o número de indivíduos aumentou de maneira exponencial;
– o número de espécies também aumento significativamente;
– o tamanho dos indivíduos evoluiu de microscópico para macroscópico.
Para além de grande número de fosséis, existe outra razão para o Éon Fanerozóico ser bastante mais conhecido e comprovado. As rochas do Éon Proterozóico foram metamorfizadas e erodidas, apgando-se os vestígios da sua história. As rochas fanerozóicas são mais jovens e, em regra geral, estão preservadas, muitas ainda não tendo sido submetidas aos processos de metamorfização e erosão.
A explosão de vida no Período Câmbrico é um mistério. Vários estudos e teorias se têm proposto para explicar porque é que os organismos pluricelulares apareceram tão tarde no tempo de evolução da Terra e porque razão evoluíram e proliferaram tão rapidamente. Segundo uma teoria, os seres multicelulares podem não ter evoluído mais cedo devido ao fato de a concentração de oxigénio ser demasiado baixa para poderem sobreviver. A atmosfera da altura, denominada atmosfera primitiva, teria uma composição venenosa para a maioria dos seres vivos.
Este Éon comporta três Eras. A Era Paleozóica, ou Primária, a Era Mesozóica, ou Secundária, e a Era Cenozóica.
LEIA: http://www.astronoo.com/pt/artigos/tempo-geologico.html
CORRETA A