(ENEM PPL - 2022)
TEXTO I
A sociedade cultiva a violência, inculcando-a nos indivíduos como virtude do homem forte, do homem corajoso, do homem honrado, que se arrisca a morrer para defender os “valores” que dão sentido à sua vida.
MULLER, J. M. O princípio da não violência: uma trajetória filosófica. São Paulo: Palas Athena, 2007.
TEXTO II
A ideia de a humanidade tomar seu destino nas próprias mãos somente faz sentido se atribuirmos consciência e propósito à espécie; as espécies são apenas correntes na flutuação aleatória dos genes.
GRAY, J. Cachorros de palha: reflexões sobre humanos e outros animais. São Paulo: Record, 2002.
Os textos articulam argumentos em torno de dois modelos explicativos da condição humana. Esses dois modelos caracterizam-se, respectivamente, por valorizar como determinantes dessa condição elementos
estéticos e éticos.
místicos e científicos.
culturais e biológicos.
emocionais e racionais.
voluntaristas e possibilistas.
Gabarito:
culturais e biológicos.
c) Correta. culturais e biológicos.
O Texto I aborda como a sociedade cultiva a violência, inculcando-a nos indivíduos como virtude, o que indica uma perspectiva cultural como determinante da condição humana. Já o Texto II enfatiza a ideia de que a espécie humana é apenas mais uma entre as muitas espécies que habitam o planeta, o que sugere uma perspectiva biológica como elemento explicativo. Portanto, os modelos caracterizam-se por valorizar como determinantes elementos culturais e biológicos.
a) Incorreta. estéticos e éticos.
O primeiro texto não tem qualquer elemento vinculado à arte, e o segundo não tem traço ético, mas naturalista.
b) Incorreta. místicos e científicos.
O primeiro texto não possui traço místico e o segundo vincula-se a uma perspectiva científica específica.
d) Incorreta. emocionais e racionais.
O primeiro texto não possui um traço emocional, e o segundo não se pode dizer que seja ou não racional, já que representa certa teorização.
e) Incorreta. voluntaristas e possibilistas.
O primeiro texto não foca na questão voluntarista e o segundo se opõe ao possibilismo.