Em 1961, a Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO) promoveu no Brasil a segunda Conferência Mundial do Eucalipto, a partir da qual se organizaram vários órgãos voltados para a criação de programas de reflorestamento com eucalipto no Brasil. Em Minas Gerais, onde a extração de florestas nativas e a atividade de reflorestamento já estavam presentes, o preço da terra passou a ser o principal determinante da escolha da localização dos plantios.
LEITE. A. C. G. A produção do Vale do Jequitinhonha mineiro como uma “região” brasileira e o planejamento regional como instrumento de sua modernização retardatária. Anales 14° EGAL Perú, 2013. Disponível em: https://cutt.ly/IwW1BCgt. Acesso em: 24 out. 2023 (adaptado).
Os incentivos para a atividade de replantio mencionada no texto favoreceram o(a)
confisco de terras.
desregulação fiscal.
valorização fundiária.
desinflação econômica.
planificação da economia.
Gabarito:
valorização fundiária.
A) Incorreto. O texto aborda um projeto que tinha por objetivo o incentivo à produção de eucalipto, e não o confisco de terras. Para que houvesse o replantio dessa vegetação, o Estado buscou auxiliar na compra de terras, e não o contrário.
B) Incorreto. Os incentivos à plantação de eucalipto no Brasil partiram do Estado, sendo parte de políticas regulamentadas.
C) Correto. O replantio de eucalipto no Brasil consistiu em um projeto governamental que surgiu das demandas industriais e comerciais da primeira metade do século XX. Como era necessário expandir as terras de produção para realizar esse plantio, a compra de terras foi facilitada pelo Estado e, em contrapartida, seu valor foi ampliado conforme a produção foi valorizada. Assim, houve um processo de valorização dessas propriedades agrícolas.
D) Incorreto. O projeto de replantio de eucalipto não está associado à inflação, que depende de fatores como o aumento do custo de produção, a emissão de papel moeda e outros.
E) Incorreto. A planificação econômica é uma medida associada aos governos socialistas e diz respeito ao controle da produção pelo Estado. No caso do Brasil, foi incentivada a produção privada do eucalipto, de modo que atendesse às demandas internas de celulose e carvão vegetal e às demandas internacionais.