(FGV - 2008) "Quando Diogo Cão chegou em 1483, era um reino relativamente forte e estruturado, cuja formação data possivelmente do final do século XIV. Povoado por grupos bantos, abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e compunha-se de diversas províncias. Algumas delas eram administradas por membros de linhagens que detinham os cargos de chefia há muitas gerações. Outras províncias eram governadas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza. Os chefes locais eram os encarregados de coletar os impostos devidos ao rei, além de recolherem para si parte do excedente da produção. A existência de um excedente agrícola era possível graças à apropriação do trabalho escravo."
(Marina de Mello e Souza. Adaptado)
O texto faz referência
ao Egito.
ao Daomé.
ao Congo.
à Cabo Verde.
à Moçambique.
Gabarito:
ao Congo.
c) ao Congo.
Correta. Fundado por volta do século XIV, o Reino do Congo era um Estado centralizado que dominava a parcela centro-ocidental da África, sob um território com amplo número de províncias onde vários grupos da etnia banto, principalmente os bakongo, ocupavam os territórios. Apesar da feição centralizada, o reino do Congo contava com a presença de administradores locais provenientes de antigas famílias ou escolhidos pela própria autoridade monárquica. Esse reino se edificou com a cobrança de tributos sob as províncias, com o comércio, especialmente na compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal, e na venda de escravos, que eram em maioria capturados em conflitos com reinos vizinhos. Este, proporcionou um forte intercâmbio cultural com os europeus (o Congo, juntamente à Angola, foram os principais locais em que havia o comércio ou a captura de indivíduos escravizados pelos portugueses), e isso acabou trazendo novas práticas que fortaleceram a autoridade monárquica no Congo.
Na imagem abaixo, pode-se observar uma das configurações territoriais desse reino, bem como alguns dos reinos vizinhos:

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