(FUVEST - 2008 - 1ª FASE) "O livre-comércio é um bem - como a virtude, a santidade e a retidão - a ser amado, admirado, honrado e firmemente adotado, por si mesmo, ainda que todo o resto do mundo ame restrições e proibições, que, em si mesmas, são males - como o vício e o crime - a serem odiados e detestados sob quaisquer circunstâncias e em todos os tempos."
The Economist, em 1848.
Tendo em vista o contexto histórico da época, tal formulação favorecia particularmente os interesses
do comércio internacional, mas não do inglês.
da agricultura inglesa e da estrangeira.
da indústria inglesa, mas não da estrangeira.
da agricultura e da indústria estrangeiras.
dos produtores de todos os países.
Gabarito:
da indústria inglesa, mas não da estrangeira.
a) do comércio internacional, mas não do inglês.
Incorreto. Favorecia sim os interesses ingleses.
b) da agricultura inglesa e da estrangeira.
Incorreto. A agricultura inglesa não está ligada ao contexto dessa questão.
c) da indústria inglesa, mas não da estrangeira.
Correta. A questão trabalha com o contexto histórico do trecho transcrito e pergunta a quem esses princípios favoreceriam. O discurso do The Economist, a princípio, bastante liberal, tinha como interesse central o enriquecimento da economia inglesa. Justamente porque, no século XIX, época em que essa frase foi proferida, a Inglaterra era a única capaz de abranger todo o mundo com sua produção e desenvolvimento industrial.
d) da agricultura e da indústria estrangeiras.
Incorreto. A agricultura inglesa não está ligada ao contexto dessa questão.
e) dos produtores de todos os países.
Incorreto. Tal interesse na medida em que o livre comércio era favorável à indústria inglesa, já desenvolvida, que buscava mercado consumidor e mão de obra rentável, e não dos produtores de todos os países.