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Questão 82

FUVEST 2011
Português

(FUVEST - 2011 - 1ª fase)

Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa:

— Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo?

— Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente.

R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado.

Ao reproduzir um diálogo, o texto incorpora marcas de oralidade, tanto de ordem léxica, caso da palavra “garra”, quanto de ordem gramatical, como, por exemplo,

A

“lanço à queima-roupa”.

B

“Agora você me pegou”.

C

“deixa eu ver”.

D

“Bogotá é muito feiosa”.

E

“é algo que me toca”.

Gabarito:

“deixa eu ver”.



Resolução:

A) INCORRETA: pois a expressão “lanço à queima-roupa” não possui marcas de oralidade, pois marca corretamente a pessoa do discurso e o complemento verbal do verbo que se segue.

B) INCORRETA: pois aqui foi usado corretamente, também sem marca de oralidade, visto que o locutor usa a terceira pessoa do singular durante todo o momento. O pronome “você”, mesmo que se refira à segunda pessoa do discurso, é lexicalmente um pronome da terceira pessoa, o que não revela marca oral da ordem gramatical.

C) CORRETA: nessa situação, temos duas marcas de oralidade: a primeira pelo fato do verbo “deixar” estar sendo utilizado na segunda pessoa do singular no modo imperativo, sendo que todo o discurso utiliza da terceira pessoa do singular. Por outro lado, o complemento de “deixar”, no caso dos pronomes, seria um pronome oblíquo (me) e não um pronome reto (eu), sendo uma das marcas indicativas de que se trata de um registro oral.

D) INCORRETA: pois nesse caso não é uma marca de oralidade, apenas uma marca de informalidade. Isso porque temos uma constatação tida como verdade dita, sem indicativos de que se trata da forma oral.

E) INCORRETA: pois, mesmo que seja uma expressão utilizada na informalidade, por ter um caráter subjetivo, não podemos dizer que há marcas de oralidade, já que essa afirmação pode ser encontrada da mesma forma na modalidade escrita.

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