(FUVEST 2014 - 2 fase)
A República não foi uma transformação pacífica. Bem ao contrário. Para além da surpresa provocada pelo golpe de Estado de 15 de novembro, seguiu‐se uma década de conflitos e violências de toda ordem, na qual se sucederam as dissensões militares, os conflitos intraoligárquicos, os motins populares, a guerra civil, o atentado político contra a vida de um presidente da República. No interior dessas lutas se forjou a transformação do Estado Imperial em Estado Republicano, do Império Unitário em República Federativa, do parlamentarismo em presidencialismo, do bipartidarismo organizado nacionalmente em um sistema de partidos únicos estaduais. Forjou‐se um novo pacto entre as elites e um novo papel para as forças armadas.
Wilma Peres Costa. A espada de Dâmocles. São Paulo: Hucitec, 1996, p. 16
a) Identifique e caracterize um episódio conflituoso próprio dos primeiros anos da República no Brasil.
b) Explique o “novo papel para as forças armadas” a que se refere o texto.
Gabarito:
Resolução:
a) Dentre as revoltas ocorridas nos primódios da experiência republicana brasileira pode-se citar a “Revolta da Armada”, que consistiu em uma insurreição da marinha nos governos de Deodoro da Fonseca e de Floriano Peixoto, em que, motivados pela grave crise econômica e política, além da insatisfação em relação à inferioridade daquela instituição em relação ao exército, pediram a renúncia do presidente Deodoro, e posteriormente, no governo de Floriano Peixoto, sendo que com a iminência da transgressão da constituição em prol da continuação de seu mandato, alguns generais que enviaram uma carta ao presidente ordenando-lhe que convocasse imediatamente novas eleições, em obediência à Constituição.
b) A essa instituição cabia um papel de intervenção e “guarda” do regime democrático brasileiro, interferindo constantemente.