(IME - 2021/2022 - 2ª fase)

Na figura, encontra-se ilustrado um experimento, em que o canhão preso ao bloco efetua um movimento harmônico simples (MHS) na região sujeita ao campo magnético constante, disparando horizontalmente e continuamente um feixe de elétrons. Nele, observou-se que, nos momentos em que o bloco está com a maior energia cinética, ora os elétrons colidem ortogonalmente contra o anteparo, ora colidem frontalmente contra a traseira do canhão, após tangenciarem o anteparo.
Dados:
Determine:
a) a amplitude de oscilação do bloco para que o experimento seja viável, em função de ,
e
;
b) o ângulo de impacto entre o anteparo e os elétrons disparados quando o bloco estiver com velocidade nula;
c) a densidade de fluxo magnético do campo , para que o experimento seja viável, em função de
,
,
e
;
d) os possíveis valores de em relação a
,
e
impostos pelo tempo de viagem dos eletrons até o choque frontal com a traseira do canhão.
Gabarito:
Resolução:
a) Lembrando que, na trajetória circular, a velocidade perpendicular ao campo magnético, o raio é dado por:
, sendo que:
I) Para o raio colidir perpendicularmente:

Nesse caso, R = d, então:
II) Para o raio colidir "atrás" (giro 360º):

Nesse caso, R = d/2, então:
Unindo (I) e (II) e resolvendo o sistema:
Então:
Mas, , pois T = 2π:
b) Na velocidade nula no MHS, temos:
⇒ os elétrons estão em algum ponto da circunferência entre o 0 e 360º:

Do triângulo:

Logo, (Para a posição onde v = 0).
Mas:
Logo:
c) Basta isolarmos, no item A, o vetor :
d) Como o nosso perírodo é um multiplo do canhão: