(Uece 2019) “[N]ão existe contraposição maior à exegese e justificação puramente estética do mundo [...] do que a doutrina cristã, a qual é e quer ser somente moral, e com seus padrões absolutos, já com sua veracidade de Deus, por exemplo, desterra a arte, toda arte, ao reino da mentira – isto é, nega-a, reprova-a, condena-a.”
NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia, ou helenismo e pessimismo. – “Tentativa de autocrítica”. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 19.
Nessa passagem, Nietzsche
apoia a valorização moral da obra de arte, negando que seja possível obras de arte divergentes da moral cristã.
defende uma arte verdadeira, contra a arte cristã, que adere à mentira, pois não passa de uma moral.
concebe que os padrões absolutos do cristianismo são supraestéticos, suprassensíveis, e por isso valorizam a arte.
critica a concepção moral da existência em defesa do caráter sensível, estético do mundo, tal como se configura na arte.
Gabarito:
critica a concepção moral da existência em defesa do caráter sensível, estético do mundo, tal como se configura na arte.
[D]
Um dos aspectos mais polêmicos da produção filosófica nietzscheniana é a crítica à moral cristã, a qual, para ele, é caracterizada pela negação dos aspectos característicos da existência humana, sendo, portanto, uma negação da própria vida. No texto da questão, observa-se essa crítica a partir da defesa da afirmação da arte no âmbito estético e sensível da existência humana, tal como apontado pela alternativa [D].