(UFSJ - 2006)
"Suporei, pois, que há não um verdadeiro Deus, que é a soberana fonte da verdade, mas certo gênio maligno, não menos ardiloso e enganador do que poderoso, que empregou toda a sua indústria em enganar-me”.
(DESCARTES, R. Meditações primeiras. In: Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 88).
Considerando o texto acima, Descartes cria o gênio maligno
para ter certeza de que todas as coisas exteriores que vemos são reais, superando as ilusões e enganos de sua credulidade.
para poder chegar ao conhecimento de qualquer verdade, sem precisar suspender o juízo.
como artifício psicológico para levar a dúvida mais a sério e inscrevê-la melhor em sua memória.
para reforçar a sua crença em um Deus verdadeiro, bom e que não nos engana.
Gabarito:
como artifício psicológico para levar a dúvida mais a sério e inscrevê-la melhor em sua memória.
O gênio maligno é um artifício metodológico utilizado por Descartes que coloca em sua cabeça pensamentos aparentemente evidentes, mas falsos. A metáfora do gênio maligno é criada por ele para demonstrar a possibilidade da falsidade da Geometria e da Matemática e aprofundar a dúvida. Buscando algo que o gênio não pudesse desmentir, Descartes encontrou o cogito; mesmo que o gênio usasse toda sua indústria para enganar e confundi-lo, restaria ainda algo de real: sua capacidade de pensar.
c) Correta. como artifício psicológico para levar a dúvida mais a sério e inscrevê-la melhor em sua memória.
Pode-se afirmar, então, que Descartes criou o gênio maligno como um instrumento para demonstrar a importância da dúvida, essencial para a postura da investigação científica, e fixá-la na mente.
a) Incorreta. para ter certeza de que todas as coisas exteriores que vemos são reais, superando as ilusões e enganos de sua credulidade.
O gênio maligno não dá a certeza de que as coisas exteriores são reais.
b) Incorreta. para poder chegar ao conhecimento de qualquer verdade, sem precisar suspender o juízo.
O gênio maligno não leva ao conhecimento de qualquer verdade.
d) Incorreta. para reforçar a sua crença em um Deus verdadeiro, bom e que não nos engana.
O gênio maligno não é a prova cartesiana da existência de Deus.