(UFSJ - 2006)
"Suponho, portanto, que todas as coisas que vejo são falsas; persuado-me de que jamais existiu de tudo quanto minha memória referta de mentiras me representa; penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. O que poderá, pois, ser considerado verdadeiro?".
(DESCARTES, R. Meditação Segunda. In: Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 91 (Coleção Pensadores)).
Considerando o trecho acima, Descartes
descobre que o verdadeiro conhecimento é o adquirido pelos sentidos.
tem certeza de que ele é uma reunião de membros que se chama corpo humano.
tem certeza de que ele é, ele existe, enquanto pensar ser alguma coisa.
afirma que ele é um ar tênue, disseminado por todos os seus membros.
Gabarito:
tem certeza de que ele é, ele existe, enquanto pensar ser alguma coisa.
c) Correta. tem certeza de que ele é, ele existe, enquanto pensar ser alguma coisa.
O primeiro princípio da filosofia de Descartes é o cogito, o homem enquanto um ser pensante. A existência do sujeito é demonstrada pelo ato próprio de pensar, pois, ao pensar, deve-se supor uma consciência que pensa, da qual não se pode duvidar. Daí deriva-se a afirmação: penso, logo existo.
a) Incorreta. descobre que o verdadeiro conhecimento é o adquirido pelos sentidos.
No próprio texto essa hipótese já é descartada: "[...] penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. [...]".
b) Incorreta. tem certeza de que ele é uma reunião de membros que se chama corpo humano.
Essa não é uma certeza que ele conclui após perceber a falsidade das coisas sensíveis e da matemática e geometria, pois o próprio corpo humano é algo sensível e extenso.
d) Incorreta. afirma que ele é um ar tênue, disseminado por todos os seus membros.
Não tem qualquer relação com a teoria racionalista de Descartes. O âmbito da alma corresponde ao pensamento.