(UFU - 2017 - 1ª FASE)
Hume descreveu a confiança que o entendimento humano deposita na probabilidade dos resultados dos eventos observados na natureza. Ele comparou essa convicção ao lançamento de dados, cujas faces são previamente conhecidas, porém, nas palavras do filósofo:
[...] verificando que maior número de faces aparece mais em um evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano] converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado definitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção “Os Pensadores”.
Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)
verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.
crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.
ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.
Gabarito:
crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
b) Correta. crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
A partir de um ceticismo que mina a possibilidade do conhecimento da verdade, Hume, segundo o seu empirismo, compreende que o conhecimento opera por meio de probabilidades e não por certeza racional, logo a certeza de algo é apenas uma crença na probabilidade deste algo.
a) Incorreta. verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.
Hume não compara fantasia e certeza, pois a fantasia é meramente uma criação mental a partir da experiência, mas sem se atrelar a esta.
c) Incorreta. sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.
O sentido visual é um dado sensível, e o sensível não propõe certeza.
d) Incorreta. ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.
Não existem ideias inatas para Hume.