(UNESP - 2011/2 - 1a fase)
O movimento constitucionalista de 1932, em São Paulo, pode ser interpretado como uma
tentativa de impedir o avanço de projetos políticos radicais de direita no país.
disputa entre grupos sociais hegemônicos no Brasil desde o final do século XIX.
reação da oligarquia paulista frente às medidas socialistas tomadas pelo governo de Getúlio Vargas.
mobilização popular contra o poder da elite cafeeira que dominava o país.
defesa dos interesses econômicos dos estados do sudeste brasileiro contra a hegemonia nordestina.
Gabarito:
disputa entre grupos sociais hegemônicos no Brasil desde o final do século XIX.
a) Incorreta. O movimento não tinha cunho anti-direita, era protagonizado pela classe dominante paulista, as oligarquias, enfraquecidas desde o fim da política do café-com leite. O intuito não era barrar algum projeto político direitista radical, mas sim recuperar o poder perdido com a ascensão de Vargas.
b) Correta. O movimento tem suas raízes principais na chamada Revolução de 1930, na qual o acordo de revezamento de poder entre Minas Gerais e São Paulo foi rompido e, consequentemente, as oligarquias desses estados perderam seu poder. Essa estrutura de poder era vigente durante a República Velha, desde o fim do século XIX. Com a ascensão de Vargas e o com o enfraquecimento crescente do poder oligárquico, as oligarquias de São Paulo se mobilizam para retirar o governo varguista, reivindicando eleições e uma nova constituição.
c) Incorreta. O governo de Getúlio Vargas não tinha cunho socialista, pelo contrário, professava um viés extremamente anticomunista/antissocialista. Suas medidas eram de cunho nacional-desenvolvimentista, as ações direcionadas à classe trabalhadora giravam em torno disso, além do objetivo da conquista de apoio popular.
d) Incorreta. A mobilização não era de cunho propriamente popular, era protagonizada pelas elites paulistas, que por sua vez provém das oligarquias cafeeiras de São Paulo que, até a ascensão de Vargas, detinham hegemonia política
e) Incorreta. Esse movimento não era pautado por uma rivalidade com o Nordeste (que por sua vez não detinha hegemonia política no período), mas pela rivalidade com o governo varguista, que mitigou a hegemonia política alternante de Minas Gerais e São Paulo.