(UNESP - 2016/2 - 2 FASE)
A discussão sobre a relação arte-sociedade levou a duas atitudes filosóficas opostas: a que afirma que a arte só é arte se for pura, isto é, se não estiver preocupada com as circunstâncias históricas, sociais, econômicas e políticas. Trata-se da defesa da “arte pela arte”. A outra afirma que o valor da obra de arte decorre de seu compromisso crítico diante das circunstâncias presentes. Trata-se da “arte engajada”, na qual o artista toma posição diante de sua sociedade, lutando para transformá-la e melhorá-la, e para conscientizar as pessoas sobre as injustiças e as opressões do presente.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 1994.)
Considerando o conceito de indústria cultural formulado pelos filósofos Adorno e Horkheimer, explique as modificações ocorridas na relação entre arte e sociedade quando comparadas com a concepção purista da “arte pela arte” e com a concepção “engajada”.
Gabarito:
Resolução:
ParaTheodor Adorno e Max Horkheimer, a forma de compreensão industrial e mercadológica no âmbito da cultura e da arte substitui os objetivos artísticos das produções culturais, isto é, ao invés da arte pela arte, o que se concebe é uma arte massificada e voltada para o consumo. As mercadorias, a partir da indústria cultural, deixam de lado quaisquer finalidades artísticas e/ou políticas em virtude de seu valor de mercadoria.