(UNESP - 2022 - 1ª fase - DIA 1)
Depois do estabelecimento do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama em 1499, a Coroa portuguesa logo preparou nova expedição, tendo como base as informações recolhidas pelo navegante. E essa era mesmo a melhor saída para o pequenino reino português, que ficava justamente na boca do Atlântico.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
Além do motivo apresentado no excerto, contribuíram para que Portugal se lançasse à expansão marítima
o interesse por colonizar o litoral africano e a disposição militar para a reconquista ibérica.
a aliança política e comercial com a Coroa de Castela e a posição geográfica do país.
a busca pelas especiarias da América e o desenvolvimento de uma indústria bélica.
o desenvolvimento de instrumentos náuticos e a articulação entre interesses comerciais e religiosos.
a precoce unificação política e a necessidade de insumos para a nascente indústria têxtil.
Gabarito:
o desenvolvimento de instrumentos náuticos e a articulação entre interesses comerciais e religiosos.
a) o interesse por colonizar o litoral africano e a disposição militar para a reconquista ibérica.
Incorreta. Não havia uma "disposição militar" no reino recém unificado como algo destacado. Os exércitos nacionais começavam a se formar nessa época, bem como a organização militar no geral. Além disso, os portugueses não visavam colonizar o litoral africano, essa ideia não existia - eles estabeleciam por lá, entrepostos comerciais focados no comércio e na extração.
b) a aliança política e comercial com a Coroa de Castela e a posição geográfica do país.
Incorreta. No contexto do século XIV, não havia aliança política e comercial entre os países Ibéricos. Essa foi a época da unificação, em que os povos de origem do norte da África, os islâmicos alcunhados de mouros, haviam sido expulsos e um reino cristão se unificaria na região, formando a Espanha somente em 1492, quando os espanhóis expulsaram o último reduto islâmico do sul da Península Ibérica.
c) a busca pelas especiarias da América e o desenvolvimento de uma indústria bélica.
Incorreta. Não havia o intuito de desenvolver uma indústria bélica em Portugal à época. A busca metalista, pelo valor do comércio dos metais preciosos na Europa moderna, e havia também um problema com a limitada oferta de gêneros alimentícios com o bloqueio pelos turcos otomanos da rota que por muito tempo passava pelo Mediterrâneo, enriquecendo as cidades de Gênova e Veneza, então a ideia de ir buscar na fonte os produtos caros e exóticos do oriente começou a fazer sentido - despontando assim, a busca pelas especiarias.
d) o desenvolvimento de instrumentos náuticos e a articulação entre interesses comerciais e religiosos.
Correta. Pela posição geográfica, Portugal não poderia utilizar a rota comercial que passava pelo Mediterrâneo, então dominadas por otomanos e territórios da Península Itálica, e isso surgiu como um incentivo para o fomento do desenvolvimento da navegação. Além disso, tanto a Igreja, abalada pela Reforma Protestante, buscava novos fiéis e maior influência, quanto a burguesia local buscava novas oportunidades comerciais.
e) a precoce unificação política e a necessidade de insumos para a nascente indústria têxtil.
Incorreta. Nesse contexto não houve desenvolvimento de uma indústria têxtil potente em Portugal - o Estado que despontava com esse potencial, mas especialmente a partir do século XVII, foi a Inglaterra.