Em junho de 1969, nas barbas do AI-5, surgiu, no Rio de Janeiro, O Pasquim, semanário de humor político. O Pasquim teve o mérito de fazer o povo rir da ditadura. Sofreu bastante com a censura e, em mais de uma ocasião, seus realizadores foram presos. O Pasquim sobreviveu à ditadura, parando de circular só em 1991, já bastante descaracterizado.
MEMÓRIAS da ditadura. Disponível em: <https://cutt.ly/7QOIHPo>. Acesso em: 10 ago. 2021 (adaptado).
Os impasses enfrentados pelo O Pasquim se devem ao fato de, naquele momento, o jornal
valorizar a ideologia dominante.
formular propostas nacionalistas.
apresentar opiniões extraoficiais.
satirizar os movimentos populares.
denunciar as mobilizações estudantis.
Gabarito:
apresentar opiniões extraoficiais.
| A |
Incorreto. O jornal O Pasquim foi um veículo da imprensa alternativa que circulou ilegalmente no período da ditadura civil-militar brasileira. Essa condição foi necessária, pois o veículo de informações era contrário à ideologia dominante. Neste caso, a do governo militar, o qual defendia medidas autoritárias de comando. |
| B |
Incorreto. O veículo de imprensa O Pasquim não defendia o ideal nacionalista, mas sim o democrático. Para tanto, realizava críticas ao governo como forma de intensificar a oposição aos militares e garantir a abertura política do país. |
| C |
Correto. O jornal O Pasquim foi um dos jornais de resistência do período militar brasileiro, atuando por meio da sátira e da apresentação de opiniões extraoficiais, ou seja, desvinculadas do filtro ideológico imposto pela censura governamental, responsável pela regulação das informações veiculadas na grande imprensa com intuito de autorizar somente notícias favoráveis aos militares. |
| D |
Incorreto. O humor político empregado pelo jornal O Pasquim era dirigido ao governo brasileiro, na época ocupado pelos militares. Nesse sentido, a sátira, responsável por provocar riso na ditadura, não era destinada aos movimentos civis, favoráveis à redemocratização do país, mas sim ao governo. |
| E |
Incorreto. Justamente por ser um jornal contrário ao regime militar, O Paquim não denunciava as mobilizações estudantis – as quais eram também contrárias ao governo. A denúncia, no caso, era voltada ao autoritarismo do governo do momento. |