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Questão 67

ENEM 2021
História

(ENEM PPL - 2021)

A produção de um ou dois cultivos de exportação transformou-se em regra em 1935: cacau na Costa do Ouro, amendoim no Senegal e em Gâmbia, algodão no Sudão, café e algodão em Uganda, café e sisal na Tanzânia etc. O trabalho forçado e o abandono da produção alimentar provocaram muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias, em certas partes da África, no início da Era Colonial.

BOAHEN, A. A. O legado do Colonialismo. Correio da Unesco, n. 7, jul. 1984 (adaptado).

Nos termos apresentados no texto, o Neocolonialismo europeu deixou o seguinte legado para as áreas ocupadas:

A

Desconcentração da estrutura fundiária.

B

Expropriação de direitos humanitários.

C

Autossuficiência do mercado interno.

D

Valorização de técnicas ancestrais.

E

Autonomia do setor financeiro.

Gabarito:

Expropriação de direitos humanitários.



Resolução:

a) Incorreta. A produção dos cultivos de exportação, “nos termos apresentados no texto”, não giram em torno da estrutura fundiária — forma como as terras são divididas de acordo com suas dimensões. Os cultivos realizados em cada região da África não necessariamente geraram uma desconcentração das unidades produtivas, mas sim o legado de “muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias”, graças ao cenário destas produções, que incluía  “O trabalho forçado e o abandono da produção alimentar”.

b) Correta. A expropriação (ou retirada) dos direitos humanitários pode ser vista em boa parte do texto, como uma consequência da estrutura dos cultivos de exportação: “O trabalho forçado e o abandono da produção alimentar provocaram muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias, em certas partes da África [Costa do Ouro, Senegal, Gâmbia, Sudão, Uganda, Tanzânia], no início da Era Colonial.” Ou seja, os direitos humanitários dos indivíduos africanos são violados (ou expropriados) pelos colonizadores, para que os objetivos europeus sejam cumpridos.

c) Incorreta. Os cultivos de exportação não promoviam uma autossuficiência do mercado interno, dado que não giravam em torno do abastecimento das regiões africanas e sim dos interesses europeus — como típico de um contexto colonial. Portanto, o cultivo não era direcionado à economia interna e não abrangia produtos suficientes para mantê-la.

d) Incorreta. Não há, no texto, menção a técnicas ancestrais nos cultivos de exportação, tampouco à alguma valorização destas. A situação do plantio, no texto, é apontada como um causador de “muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias” na África colonial.

e) Incorreta. A exploração durante a Era Colonial na África não é apontada como um estímulo à autonomia do setor financeiro, dado que o cultivo se baseava no trabalho forçado e no objetivo de exportar. Neste cenário, o lucro está nas mãos europeias.

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