Realizado em Piraporinha, zona sul da capital paulista, os saraus da Cooperifa reúnem semanalmente cerca de 500 pessoas para ouvir e participar das sessões de poesia, literatura, música e outras atividades.
“O projeto Cooperifa leva literatura para desenvolver o exercício da cidadania. Quando você se torna cidadão, começa a mudar a estrutura do bairro e daí do país. As pessoas precisam de arte e cultura para sobreviverem porque são complemento da cidadania”, diz o organizador do encontro.
Antigamente, as pessoas ascendiam socialmente e queriam se mudar da periferia, hoje elas querem ser referência e mudar a periferia.
TRIP. Uma década de Cooperifa. Disponível em: https://revistatrip.uol.com.br/trip-transformadores/uma-decada-de-cooperifa. Acesso em: 12 jul. 2023 (adaptado).
O projeto coletivo em destaque no texto é firmado no ideal de
reorganização da legislação civil.
recuperação dos padrões culturais.
ressignificação da realidade socioespacial.
reiteração da segregação socioeconômica.
reafirmação da vulnerabilidade identitária.
Gabarito:
ressignificação da realidade socioespacial.
A) Incorreto. O projeto não prevê uma mudança na legislação, mas, sim, no exercício cidadão. Com a promoção de cultura na periferia, e exercício da cidadania é instigado, de forma que os moradores se empenhem na mudança e na melhora das condições de vida locais.
B) Incorreto. O projeto não objetiva a recuperação de um padrão cultural, mas, sim, a criação de novas formas de expressão e vivência culturais, correspondentes à realidade social da periferia.
C) Correto. De acordo com o texto, o projeto Cooperifa firma-se no ideal de ressignificação da vivência espacial e cultural na periferia, de forma que os moradores objetivem modificar a estrutura local por meio do acesso e da difusão da cultura.
D) Incorreto. O projeto prevê uma superação da segregação que recai sobre os moradores da periferia, tanto no âmbito cultural, quanto no social e econômico, e não a sua reiteração, ou seja, a sua manutenção.
E) Incorreto. A mobilização coletiva firma-se no estabelecimento de uma identidade cultural própria da periferia, procurando superar a vulnerabilidade e os estigmas sociais comumente associados ao local e aos seus moradores.