(FUVEST - 2009 - 1 FASE)
Em um poema escrito em louvor de Iracema, Manuel Bandeira afirma que, ao compor esse livro, Alencar
"[...] escreveu o que é mais poema
Que romance, e poema menos
Que um mito, melhor que Vênus."
Segundo Bandeira, em Iracema,
Alencar parte da ficção literária em direção à narrativa mítica, dispensando referências a coordenadas e personagens históricas.
o caráter poemático dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário.
a mitologia tupi está para a mitologia clássica, predominante no texto, assim como a prosa está para a poesia.
ao fundir romance e poema, Alencar, involuntariamente, produziu uma lenda do Ceará, superior à mitologia clássica.
estabelece-se uma hierarquia de gêneros literários, na qual o termo superior, ou dominante, é a prosa romanesca, e o termo inferior, o mito.
Gabarito:
o caráter poemático dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário.
Em um poema escrito em louvor de "Iracema", Manuel Bandeira afirma que, ao compor esse livro, Alencar
"[...] escreveu o que é mais poema
Que romance, e poema menos
Que um mito, melhor que Vênus."
Segundo Bandeira, em "Iracema",
Alencar parte da ficção literária em direção à narrativa mítica, dispensando referências a coordenadas e personagens históricas.Comentário: alternativa incorreta.Alencar baseia a sua obra com a presença de referências e personagens históricas.
o caráter poemático dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário.Comentário: alternativa correta. A obra "Iracema" é geralmente incluída pela teoria literária, no gênero romance, embora o próprio autor a tenha classificado como "lenda" (seu subtítulo é "lenda do Ceará"). É notório o caráter poético da linguagem em que é composta a narrativa. Para Bandeira, o teor poético do livro é mais relevante que sua classificação genérica como romance; porém, acima de sua feição poética está a presença mítica da narrativa e dos personagens, isto é, sua natureza de lenda.
a mitologia tupi está para a mitologia clássica, predominante no texto, assim como a prosa está para a poesia.Comentário: alternativa incorreta. Não é colocado pela opinião do Manuel Bandeira a comparação da mitologia clássica com a mitologia tupi.
ao fundir romance e poema, Alencar, involuntariamente, produziu uma lenda do Ceará, superior à mitologia clássica.Comentário: alternativa incorreta.Não é colocado pela opinião do Manuel Bandeira a comparação da mitologia clássica com a mitologia tupi.(como foi destacado na explicação da alternativa C).
estabelece-se uma hierarquia de gêneros literários, na qual o termo superior, ou dominante, é a prosa romanesca, e o termo inferior, o mito.Comentário: alternativa incorreta. Não há preocupação pela denominação do gênero literário em questão. É evidente o destaque da presença de um mito na obra de Alencar.
(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)
No contexto do cartum, a presença de numerosos animais de estimação permite que o juízo emitido pela personagem seja considerado
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(FUVEST - 2016 - 1ª FASE)
Para obter o efeito de humor presente no cartum, o autor se vale, entre outros, do seguinte recurso:
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(Fuvest 2016)
Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o 1lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
Ele é mesmo nosso pai
e é quem pode nos ajudar...
Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
Ora, adeus, ó meus filhinhos,
Qu’eu vou e torno a vortá...
E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
1lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.
Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado “romance de 1930”, que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento
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(Fuvest 2012)
Como não expressa visão populista nem elitista, o livro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo.
Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra:
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